segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

GRITO DE ALERTA + VÍDEO

Que os espíritos de luz, guiados por Jesus, nos livre de todos os malefícios...Assim seja...Boa tarde.
Ouve, Senhor, o meu lamento
Na guerra há silêncio e não paz
Ouve-se o barulho dos passos
Tempo de tanto tormento
Ouve o meu grito de alerta
Pois Vos rogo todo dia
Traz amor e harmonia
Para que sirva de alento
Aos sofridos corações
Assim peço eu no momento.




Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 08/10/2016)

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

JANELA DO PENSAMENTO

Bom dia recheado de bons fluidos!
Muito além do infinito
No pomar da fantasia
Uma estrela brilhou
Sob a luz do sol ardente
E eu toda contente
Estiquei-me para alcançar
Pensei que seria
Naquele bonito lugar
Que eu repousaria
Fiquei apenas a imaginar
Quando ela se afastou
Então sorri ao acordar
Agradeci ao Criador
Por ter a vista perfeita
Para observar tudo
Ao meu redor
Pelos pés para caminhar
De um lado para o outro
Sentindo o aroma perfumado
Da flor de canela
E respirando aliviada
Sinto chegar ao pensamento
Uma poesia singela
Então anoto em tempo
Debruçada na janela.

Poetisa Mj, em 04/12/2017.

sábado, 2 de dezembro de 2017

FELIZ NATAL e FELIZ ANO NOVO

Queridos amigos e familiares, venho de público lembrar de que o único homenageado neste mês de dezembro é um menino que nos presenteou com o Seu nascimento, Ele chegou aqui para nos ensinar a verdadeira caridade através do amor, sim, é Nosso Senhor Jesus Cristo, é Ele o nosso convidado principal, é através Dele que enxergamos a luz no fim da estrada, assim, desejo a todos FELIZ NATAL, e FELIZ ANO NOVO repleto de saúde, paz e muito mais, esperando que 2018, o qual já está à porta, nos traga novas esperanças, porque a vida é o dever que trouxemos do nosso lar para fazer neste planeta. Abraços fraternais.
Maria José da Conceição (Mj), em 02/12/2017.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

AMOR A BASE DE TUDO

Como o próprio nome já diz, só o AMOR é a base de tudo! Bom dia e bom final de semana.
Seu doutor tome prudência
E não se avexe
Mas preciso lhe falar
De um assunto delicado
Será do meu jeitão nordestino
Morando neste sertão
Que desde menino aprendi a amar
A partir dos mandamentos
Que em dois fora transformado
Um é o Criador quem me protege
Pelo amor de filho ao Pai
Depois vem o segundo
Para amar o meu irmãozinho
Seja de longe ou de perto
Ele carece de atenção
E muito carinho
Ás vezes se é chamado de lado
Para o erro ser corrigido
Mas logo se sente ofendido
Sem saber que é para o bem
E sai fechando a cara
Que parece mais um enterro
No entanto todos os dias
Nós temos que perdoar
Enviando bons fluidos
Que é para o outro se acalmar
Sem falar que a vida é bruta
E tão curta igual o sopro do vento
E se o senhor for capaz
Aprenda enquanto é tempo
De plantar a semente no peito
Com certeza ela brota devagar
Sendo mais um incentivo para a paz
Nesta terra abençoada
Recheada de espinho
Agora se quer transformar de jeito
O amor em poesia
Tenha muito cuidado
Para não cair numa fria
Pois ele é uma ciência
Que vai chegando de mansinho
Veja o que ele faz na adolescência
Um grande redemoinho
Por ser enganação dos sentidos
Porém na maturidade
Querendo ou não
Ele vira realidade
E se apossa do coração
Com muita facilidade
Ficando lá embutido
Mexendo com a emoção
Assim aprendi desde cedo
Ter educação e respeito
Para amar esta Nação.

Poetisa Mj, em 27/11/2017.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

EU QUERO VIVER

Uma terça feira feliz para todos, boa tarde!
Quero ter paz
E pensar positivamente
Pois a negatividade adoece!
Quero olhar as pessoas do mundo
Com olhos de amor
Assim como está escrito no mandamento
Que Jesus nos ensinou
Eu quero fazer prece!
Quero ser alegre e feliz
Ter o brilho no olhar
Como quem diz
Eu quero apenas amar!
Quero ter a certeza
De estar agindo corretamente!
Quero ter boas ideias e ajudar
A quem precisa de alento!
Quero viver cada dia
Como se fosse o último adeus
Encontrando-me com meu eu
Porque a poesia está
Onde a vida nos conduz
No soprar do vento
E até num facho de luz!

Poetisa Mj, em 28/11/2017.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

NOITE ANGUSTIANTE

Não deixe que a negatividade invada a sua mente, preencha a mesma com pensamentos positivos, e tudo dará certo! Bom dia.
Nesta bela noite plena
Vê-se o seu voo rasante
Canta a alma inebriante
Na pureza desse instante
De cantar calma e serena
Ouve o peito soluçar
Pois se sente abandonada
Nesta bela noite plena
Todo dia ela cantava
Direto pro seu almirante
Mas ele preferiu outra
Com canto melodioso
Deixando saudade de jeito
Vendo-se talhada de dor
Com o coração machucado
Definhou sem fazer chiado
Por causa daquele amor
Foi-se tudo pelos ares
Sofreu por quem tanto queria
Na noite de calmaria
E na tristeza do pranto
Sem ter mais pra quem cantar
Perdeu a voz de desgosto
Numa noite angustiante.

Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 22/11/2017.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

DESABAFO

Hoje, 20 de novembro, é comemorado em todo país o dia da Consciência Negra, e se dependesse da minha pessoa, ela deveria ser comemorada nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano, ininterruptamente, sem cessar, e sem precisar de autorização prévia, pois somos todos iguais, feitos e criados pelo mesmo Pai celestial, sem nenhuma distinção de cor, raça, credo, etc., porque o respeito vem de berço, e para quem não sabe e não procura se inteirar, respeito é um substantivo masculino que se refere ao ato ou o efeito de respeitar-se, bem como atitude necessária para favorecer a convivência na família, no trabalho, na comunidade, servindo de estreitamento nos laços de amizades, aceitando as diferenças, percebendo que cada pessoa tem o livre arbítrio de escolher ser quem ela realmente quer ser, na forma de pensar, agir, escrever, opinar, porém torna-se difícil quando se quer ter razão a qualquer custo, ou quando se supõe, frente a qualquer ponto de vista, que a própria postura é a única possível, portanto, vemos também a falta de respeito para com os idosos, deficientes físicos, visuais e outros, as crianças e os adolescentes estão sendo esmagados a qualquer custo, vemos país tentando mostrar força para outro país através de armamentos pesados, e não só, no entanto, não estão preocupados com o futuro do seu povo, nas amizades vemos todos os dias a grande falta de aproximação e engajamento dos colegas, até num simples bom dia, nas curtidas, nos comentários, uns respondem, enquanto que outros se acham melhores e mais capacitados, fofocas existentes por todos os lados, tudo isso é preconceito e falta de respeito para com o próximo, e mais uma vez minha alma sangra ao ver um descalabro de tamanha proporção ocorrendo por causa do ser chamado (des) humano, basta cada um procurar ler as notícias porque se voltou a fazer venda de escravos como é o caso dos migrantes africanos que tentam chegar á Europa e são vendidos em leilões, os próprios refugiados relatam repetidas situações de crueldade, e segundo eles, inúmeros tipos de violências horrorosas sendo praticadas diariamente, e as mulheres, coitadas, sãos as maiores vítimas, elas sofrem sem poderem reclamar, e são também vendidas em leilões de escravos, elas têm o seu preço superior ao dos homens, porque além de serem forçadas ao trabalho escravo, elas também são vítimas de abusos sexuais, vemos também em cada esquina uma mulher sendo maltratada, espancada e estuprada pelos que se dizem machões, e muitas delas não resistem, perecem no local, hoje temos que viver trancafiados nas nossas próprias casas por causa dos assaltos, e nos tempos atuais, ninguém mais é totalmente livre, e até pouco tempo eu pensava que tinha cessado a escravidão no mundo, mas parece que eu estou redondamente enganada, e o meu humor não está para suportar determinadas coisas, uma vez que estamos vivendo na era da informática, temos a internet ao vivo e em cores espalhada no mundo inteiro, jornais, canais de televisão, as operações do coração são feitas à distancia, idas a lua, a marte, temos os automóveis de última geração os quais não precisam de condutor, dentre tantas outras coisas mais para facilitar a vida, e a isso chamamos de progresso, porém retornamos a era mais longínqua que se pode imaginar, afinal eu pergunto, em que século estamos? Medieval? Pré Histórico? Será que podemos viver pelo menos um dia sem violência? Alguém pode me responder? Falta educação, saúde, segurança, e muito mais, porque alguns só pensam em si e nos bolsos abarrotados, e o povo que se vire, se puder, as queimadas acontecendo a todo instante deixando as nossas florestas arrasadas, nossos animais estão ficando sem o seu habitat natural por causa da ganância do homem, e a mãe natureza também sofre e cobra caro o seu preço, tudo isso é lamentável, e enquanto a semente do amor não for plantada no coração de todos, jamais teremos paz, jamais teremos irmandade, é preciso haver conscientização da humanidade, os exemplos estão aí e falam por si só, e quando chegar a nossa hora de partirmos desta vida, se pode levar daqui, apenas o que de bem ou de ruim fizemos a favor ou contra o nosso próximo, porque somos como pedra bruta retirada da pedreira mais longínqua, cheias de marcas e pontos obscuros, porém aos poucos vamos tentando nos lapidar e quem sabe, um dia possamos nos transformar na preciosa essência propriamente dita.
Escritora Maria José da Conceição (Mj), em 20/11/2017.

sábado, 18 de novembro de 2017

Ó VOZ QUE NÃO SE CALARÁ

Pegue seu barco e navegue nas vertentes dos pensamentos positivos!
Ó, voz que não se calará, amarga-me profundamente o silêncio que se faz ouvir por entre o pequeno espaço, porém longínquo, porque me dói nas plaquetas da sabedoria ter-te todo dia e não ter-te dia nenhum nas cores do arco íris e nem tão pouco nos amores das flores, porém de uma coisa tenhas a certeza, pois, ainda que, o vento sopre a favor do monte, cá estarei esperando que ele venha soprar no horizonte; ainda que, hoje me falte forças para lutar, com toda certeza amanhecerei na guerra e sairei vitorioso, e nada temerei; ainda que, a noite teime em me assombrar, haverá um novo dia renascendo e a minha alma transbordará de alegria; ainda que, o inimigo constantemente esteja me afrontando, terei sempre ao lado uma mão amiga me amparando; ainda que, num dia qualquer eu acorde sem vontade de andar, sei que uma força maior estará me incentivando, então levantarei e sem medo seguirei em frente; ainda que, em segundos, invada-me a tristeza, sendo a causa pensamentos inconstantes, mesmo triste sorrirei, encantando a natureza; ainda que, existam obstáculos no caminho, jamais me curvarei, ficarei em pé, erguerei a cabeça e com cantos colossais, asas esvoaçantes, e levando no bico uma flor, encontrarei o amor de terras distantes; e, se a vida no momento me faltar, sei que em outra vida terei uma nova chance para recomeçar.
Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 18/11/2017.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

BOM DIA VIDA!

Ei, você, sim, você mesmo
Que acordou de mau humor
Levante e seja forte
Faça chuva ou sol ardente
Deixe fluir o amor
Mande a tristeza embora
Vença os obstáculos
Não há vitória sem luta
Tente e faça o melhor
Pois você vai conseguir
Cultivando em cada amanhecer
O seu próprio jardim em flor!

Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 18/09/2014.
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 14/11/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

domingo, 12 de novembro de 2017

DEUSA SOLITÁRIA

Sonhe, acredite, voe alto e observe o universo cheio de cores! Bom dia e boa semana para todos.
Se alguém pudesse ver
E entender o que sente o coração
Daquela deusa solitária
Ela leva a alma entristecida
Ouve a voz do silêncio
Escondida pelo roto sorriso
Estampado no rosto
Porém muito bem refletido
No espalho envelhecido
E enigmático na distância
Percorrida pelo tempo
Ela quer compor em verso
O luar clareando a rua
Ter um abraço confortante
Nos encantos do universo
Quer abrir a janela
Sentir os raios do sol
E rajadas do vento suave
Passar ao seu redor
Quer ver a natureza
Mostrando ao mundo
A sua exuberante beleza
Quer contar as estrela no céu
E dormir ao relento
Tendo como cobertor
O véu das folhas secas
Forrando o frio chão
Quer falar com as flores
E sentir a grandeza dos pássaros
Voando alto no infinito
Mas diante da verdade
Secretamente sai caminhando
E conversando sozinha
Então nessa nascente
Morre contente porque viveu
Para sentir a onda do mar
Chegar rente à cidade onde nasceu
E ali cresceu como gente
Apesar da dor e da solidão
Do enfim sós
Entre o “eu” e o “eu” dela
Que jamais entenderá
As enigmáticas razões do desconhecido.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 29/10/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

sábado, 11 de novembro de 2017

APRENDIZ DE ET

Certa vez, andando a esmo na estrada, e procurando uma sombra para descansar do sol forte do meio dia, encontrei um ancião e um jovem sentados embaixo de uma árvore frondosa, o céu estava todo azul, e ao me aproximar, ouvi o jovem perguntar, 
- Mestre, eu trabalho de sol a sol, mas aproveito as minhas horas de descanso para escrever, e vou guardando folha por folha tal qual o senhor me alertou, agora me ensine o que devo fazer para editar um livro, e que o mesmo, um dia, seja aceito pelo público. O mestre ouvindo aquilo balançou a cabeça, e disse,

- Aprendiz de ET, você ainda é muito jovem, mas um dia terá que caminhar com as suas próprias pernas, e neste mundo de provas e expiações, o homem deve, acima de tudo, plantar uma árvore, construir uma ponte, ter um filho e por fim, escrever um livro, vai sem medo, meu filho, guarda na mente essas quatro coisas e faz exatamente como eu lhe ensinei, com humildade, amando e respeitando o próximo, tudo conforme o tempo determinar, e daqui a um ano retorne para este mesmo lugar, nesta mesma hora para me contar sua aventura bem como o resultado dela. Muito contente o aprendiz agradeceu e foi embora, eu ainda continuei ali por um bom tempo, anotei os ensinamentos do mestre no meu bloquinho enquanto ouvia a valsa da correnteza do rio, até ver o ancião desaparecer por entre as árvores. Após aquele dia, para não esquecer ficava olhando a data na caderneta, exatamente um ano depois retornei para aquele local e já encontrei sentado no mesmo lugar o ancião com sua barba comprida, e com o cajado tentava desenhar alguma coisa na areia fofa, me sentei ao lado dele e permaneci em silêncio para não atrapalhar a sua concentração, de repente ouvi passos na estrada, era o jovem aprendiz que se aproximava com um largo sorriso no rosto, pois de longe avistara o seu mestre que não deixou o jovem respirar e perguntou, então, meu rapaz, o que você tem a me dizer, fez tudo direitinho como eu lhe ensinei?

- Fiz sim, Mestre, respondeu o jovem, sem perder o sorriso.

- E qual foi o resultado? 
- Mestre, disse o jovem, há exatamente um ano atrás, quando me despedi do senhor e saí deste mesmo local passei numa casa de plantas, comprei uma pequena árvore, coloquei na carroça, depois entrei numa casa de construção, comprei pá, enxada, carro de mão, pedras, tijolos, ferros, cimento e areia, paguei e pedi que o vendedor mandasse entregar no meu endereço, e ao chegar á minha casa, cavei um buraco e plantei a árvore, perto dali tem um riacho com dois metros de largura, e as pessoas não conseguiam atravessar para chegar ao outro lado, de posse do material de construção, eu construí uma pequena ponte e agora ninguém reclama, qualquer pessoa pode ir e vir sem problema, e dentro do meu coração, vi que já estava na hora de contrair matrimônio, e como eu gostava de uma moça, pedi-a em casamento, hoje temos um filho, e por fim, peguei os meus escritos, juntei folha por folha, perfurei, passei um arame e fiz um livro que se encontra comigo e trouxe o mesmo para lhe mostrar, e lhe agradecer porque eu consegui realizar as quatro etapas que outrora o senhor me ensinou. O mestre ouviu tudo atentamente sem esboçar nenhuma reação, e após o relato do jovem aprendiz, ele levantou a cabeça e disse,
- Rapaz, você fez quase tudo errado daquilo que eu lhe ensinei no passado, realmente eu mandei você plantar uma árvore, mas eu estava me referindo á árvore da sabedoria, ou seja, os seus escritos precisavam ser plantados, pois cada folha escrita, você tinha a obrigação de espalhar, mostrar ao mundo, dá-se a conhecer para poder se tornar um escritor, e quanto á árvore, matéria, plantada pela sua pessoa, é viável, no entanto entenda que ela é cortada constantemente pelo ser chamado (des) humano, deixando a floresta devastada; em relação á construção da ponte também está errada, porque eu lhe ensinei a construir uma ponte, mas era a ponte das amizades construtivas, esta sim é a verdadeira ligação que fazemos diariamente com os amigos do universo, ninguém anda sozinho, e todos nós precisamos uns dos outros para nos ajudar, e a outra que você construiu de cimento, a qualquer momento ela pode ser destruída pelo homem e pela corrosão provocada pela natureza; quanto a ter um filho, tudo bem, mais tarde ele será o seu herdeiro, lembrando que o filho cresce, cria suas próprias asas e quando você se der conta, ele dá seus voos rasantes nos deixando sozinhos como antes; e por último, após cumprir à risca as tarefas anteriores, eu lhe ensinei a editar um livro, publicar, lançar no mercado e espalhar o mesmo nos quatro cantos do mundo, porque esse é aquela semente plantada que lhe dará frutos bons ou ruins, vai depender do caminho que você mesmo escolher, e digo mais o livro é eterno e servirá para as futuras gerações, uma vez que o poeta ou o escritor não morre, após a sua passagem, ele continuará vivo na memória de quem os lê, agora me diga, será que finalmente você entendeu os meus ensinamentos? Retorne e vá fazer as coisas direito, aprenda porque o homem sem conhecimento, ele é cego sem o ser, e não adianta ficar com essa cara triste, saiba que o caminho é árduo, nele existem enormes obstáculos, mas se você souber driblar cada um deles, sairá vencedor, e se de repente tropeçar, cair e se machucar, não tem problema, tudo isso faz parte do seu aprendizado, tenha a dignidade de se levantar, erguer a cabeça e continuar sua jornada sem olhar para trás. A emoção daquelas palavras pronunciadas por um homem que vive e conhece a vida de perto, tomaram conta de todo o meu ser, e acho que nem preciso falar mais nada.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 11/11/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

HUMILDEMENTE LHE PEÇO

Paz na terra, e aos homens de boa vontade, bom dia!
Olhando para o nascente
Onde o vento leva o tempo
Nas vertentes do futuro
E com o coração palpitante
Energizado de alegria
Vi nascer um lindo dia
Neste céu resplandecente
O sol todo contente
Espargia os seus raios
Inundando a natureza
Borbulhada nos canteiros
Colorindo a estrada da vida
Igual estrela radiante
Pois há um rio e um mar
Num encontro de poesia
A namorar contente
E neste céu estrelado
Há um sol a brilhar
Como a lua que vai e vem
Enrolada no véu azulado
Clareando a terra constantemente
Chegava à noite
Tão serena e calma
Igual o ar que respiro
Sentado no chão observei
Rente á estrada que fiquei
Tendo verde de um lado
E do outro também
Sem cerca para dividir alguém
Bem concentrado pedi em oração
Que houvesse paz
Luz, amor e harmonia
Para o planeta sofrido
Um homem de branco sozinho
Passou no caminho
Com seu jeito doce e suave
Olhou de lado e sorri
Eras, Tu, Jesus que eu vi
Então prostrado num canto
Caí em profundo pranto
Mas fechando os olhos
Abri para outra visão encantada
Com flores amareladas
Voando de cá do sertão
Todas elas direcionadas
Para os quatro cantos
Deste mundão de Deus
Hão de falar que sou louco, meu
Mas de louco eu não tenho nada
Porque vejo a floresta arrasada
Com fogo queimando a lenha
Alastrando-se na terra
O povo em pé de guerra
Morrendo de inanição
Crianças exterminadas
Pelas mãos dos seus senhores
Mas nada disso é resenha
Têm corruptos e corruptores
E indo mais além
Naquele vale sem fim
Ouvi gritos de perdão e socorro
Ah, como eu queria ter um pouco de fé
E obter a graça 

De curar a dor do irmão
Mas como não tenho esse poder
Humildemente faço uma prece
Senhor tende piedade deles e de mim!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 09/11/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

TU ÉS VIDA SEM ESPINHO

Paz, saúde, amor, amizade e muito mais, é o que desejo para todos. Bom dia.
Açucena minha flor
Que de lis tu és chamada
Tão altiva e elegante
Com beleza natural
E daqui do meu cantinho
Morando neste sertão
Para ti faço um poema
Recheado de carinho
Pois quando nasces
Outra não nasce igual
És também considerada
A pureza do amor
Como a rosa da imperatriz
De tão bela sois amada
E airosa nesse jardim
Rodeada de esplendor
Tens pousada certeira
Na terra que Deus criou
Não fazes alarido do teu brilho
E nem do teu colorido
Encantando a formosa natureza
Bem como o meu coração
Tu és vida sem espinho
Neste lar, mimosa flor.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj)
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

CONFISSÃO

E assim vai-se aprendendo com a vida...
Na maioria das vezes quem está do outro lado da telinha do computador, faz amizade com alguém, vê as fotos e se falam numa boa, porém cada uma delas tem uma ideia completamente diferente, provavelmente achando que aquela pessoa nunca errou na vida, mas no intuito de um dia acertar, e também não sabe o que o outro teve que enfrentar, mas para encurtar a história, vou citar eu mesma como exemplo, e quem me conheceu no passado, há de lembrar os perrengues enfrentados, os obstáculos encontrados nas estradas, e com quantos leões eu mesma tive que lutar diariamente para chegar a algum lugar, de cabeça erguida, e sem falar que ainda hoje continuo na luta por dias melhores, confesso que eu não sou perfeita e nem quero ser, pois já falhei como filha natural e adotiva, como irmã, namorada, noiva, esposa, amante, companheira, mãe e porque não dizer que falhei também como amiga, e não sou a mulher mais bonita do mundo, mas sou eu mesma, porque para mim o que interessa é a beleza interior, o resto é só matéria que um dia voltará a ser pó, e o cemitério está repleto de orgulhosos, mentirosos, ricos, pobres, pretos, brancos, amarelos, avarentos, e por aí vai, outra coisa, sou uma pessoa que gosta de conversar com os animais, pois sinto que eles me entendem, gosto de comer várias vezes por dia, sou gordinha, não nego, preciso de uma muleta para andar, tenho celulite, e muitas cicatrizes marcadas a ferro e fogo no corpo e na alma pelo tempo e que o próprio tempo jamais poderá apaga-las, porque tenho muito mais passado do que o presente incerto, pois já dormi no chão frio ao relento, passei fome e sede, e como filha legítima, fui enjeitada por meu pai, vendo as lágrimas caírem dos olhos da minha mãe, e diante disso, eu tinha tudo para ser uma pessoa do mal e viver nos caminhos errantes da vida, no entanto almas boas me acolheram, dando-me o necessário para crescer e ser gente, eu fui humilhada por várias ocasiões, eu rejeitei e fui rejeitada, abandonei e fui abandonada, já apontei e fui também apontada, cheguei ao fundo do poço, e na mesma proporção, e com muita coragem e força de vontade, consegui me livrar dele, fui odiada por alguns e por outros, e, se por acaso algum dia eu fui amada, não sei responder, eu só sei que nunca sacaneei ninguém que estava ao meu lado porque ela me completava, permanecia com ela até o dia que ela mesma decidia ir embora sem dar nenhuma satisfação, deixando-me a ver navios e pensativa, chegando inclusive a me sentir a terceira pessoa do seu quase nada, gosto de fazer amizades construtivas, e se eu estiver com alguém ao meu lado, estarei com ela para o que der e vier, gosto de sair sem maquiagem e muitas vezes nem arrumo os cabelos, porém amo mais ainda quando saio arrumada, pintada, escovada e de salto alto por aí, jamais pretenderei ser quem não sou na realidade, até porque nunca precisei apagar a estrela do meu próximo para que a minha estrela brilhasse, confesso ainda que os fantasmas do passado me rodeiam, até hoje eu tenho medo dos trovões e só Deus sabe quantas vezes eu tive e tenho que me esconder embaixo da cama, sem ninguém por perto para me proteger, até passar a tempestade, sem falar que gosto de respeitar o tempo e o espaço do outro e de ter liberdade no meu próprio espaço, porém para tudo existem limites, e eu conheço muito bem os meus, pois quando vejo que não obtenho respostas e o prazo se esgota, eu me afasto numa boa, mesmo sofrendo e você, pode se quiser e desejar, me amar, ou simplesmente me odiar para o resto da sua vida, isso fica ao seu critério, então deixo aqui um pouco desta confissão para que sirva de exemplo a muita gente, as quais pensam ser o centro do mundo, e que Deus nos ajude nessa caminhada, hoje e sempre. Ao ouvir referida confissão, senti as lágrimas inundarem os meus olhos, e aos poucos fui me refazendo para não deixar transparecer que aquilo mexeu comigo, e só não se emociona quem não tiver coração, pois conhecia Saory, porém desconhecia a sua história de vida, e assim, saí daquela pequena casa construída de pau a pique no meio do bosque, em busca de novas aventuras. 
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 30/10/2017.

Cadeira 24

Patrono: Luiz Vaz de Camões.
Escritora Mj, em 03/11/2017.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

AGRADECIMENTOS - DUAS FOTOS

No meado do mês de outubro, já se começa a sentir algo diferente na natureza, o vento fica mais forte, os dias e as noites são tristes, as árvores conversam entre si, talvez anunciando algo inusitado, sem falar que os animais ficam observando todo movimento, e quando chega o dia 1º de novembro, a coisa muda, pois são mistérios existentes entre o céu e a terra, que a van filosofia não poderá alcançar, e entre perdas e ganhos, aqui estou eu, poetisa, escritora alagoana, nordestina, e acima de tudo brasileira, explodindo de alegria, agradecendo ao Senhor Deus do universo por mais estas vitórias, foram duas conquistas, uma delas como ACADÊMICA DESTACADA, alcançando o 1º lugar com o poema A FÚRIA DOS SENTIMENTOS, e a segunda conquista com o CERTIFICADO, assumindo o cargo de Vice Diretora da AVAL! Tenho muito que agradecer ao Excelentíssimo Senhor Armindo Loureiro, Presidente da AVAL – Academia Virtual de Artes Literária, bem como a Senhora Ira Rodrigues, Vice-Presidente desta honrada Casa, por confiarem no meu trabalho e me concederem um cargo de suma importância, coisa que eu jamais esperava receber na simplicidade da vida, estreitando assim, os laços entre o Brasil e Portugal! Boa noite amigos do universo, paz, luz, amor e harmonia sempre!
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj)
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

domingo, 29 de outubro de 2017

CONVERSA PRA BOI DORMIR

Bom dia e bom domingo para todos.
Cá pros lados do sertão
O céu está estrelado
Com luar crescente
Apareceu de repente
Um gato pingado
Cheio de mimi
E todo arrepiado
Igualzinho a um fantasminha
E andando um pouco capenga
Mandou a senhorinha fazer
Um chá de catenga
Misturado com aguardente
Pra ele ficar curado
Dizendo que aquilo
Não era conversa pra boi dormir
E quando vi aquela cena
Ligeiro corri pra avisar
Do Brasil ao estrangeiro
As bruxas e os bruxos
Residentes no lugar
Pra pegarem as vassouras
Botarem um chapéu bicudo
E voarem pra AVAL
Porque agora em outubro
Haverá um lindo sarau
Com o tema halloween
Embora com o pé inchado
Vou vestir a fantasia
Pra dançar um xaxado
Até o raiar da aurora
Sem pensar no coração!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 27/10/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O FLERTE DA COTOVIA

Saiba viver e aproveitar os bons momentos...Bom dia.
Devotei em pensamento
Daquele tempo vivido
Sentimento além-mar
Crescer por ti meu querido
Procurei em algum lugar
Desenhar um coração
Nele cravar um beijo
Esquecer a separação
Até um dia tu retornar
Mas parei ao ver e ouvir
Na noite de calmaria
O canto da cotovia

Cheia de graça e beleza
Numa paixão ardente
E por demais caliente
Flertando com o verbo AMAR
Em plena natureza
E numa serena alegria
Comparei com o que sabia
Sem deixar transparecer
Que ali havia um problema
Brotou no rosto um sorriso
Pelo simples jeito de ser
Daí bastou conferir
O dilema da conjugação
Foi assim que na raça ela gritou
EU amo meu bem querer
TU não duvidas que eu saiba
ELE pode não entender
Mas NÓS amamos um ao outro
VÓS dizeis que é mentira
ELES talvez desconheçam
A sua veracidade
Pois sem ti não tem carinho
Essa é a grande verdade
Se vier pro meu ninho
Vou te pegar de jeito
Descansar no teu peito
Teu belo rosto acariciar
Aí vi a coisa desandar
Saí foi no improviso
Pra não ser testemunha
Nem de Jeová da praça!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 26/10/201
Cadeira 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

SÓ NA MINHA IMAGINAÇÃO


Escrevi este poema em 11/02/2013, e ele é dedicado para todos aqueles que um dia tiveram os seus sonhos desmoronados...Bom dia.
Morte, morte me leva
Me leva sem piedade
Porque pra vida estou morto
Não tenha qualquer bondade
O sonho se espatifou
Como jaca e melancia
Não precisa ser formado
E nem mesmo ser um doutor
A palavra tem mais valor
Do que você e uma gia
Se alguém pudesse ver
Os meus olhos nesse instante
Não veria outro rompante
Só ódio, fogo e carvão
Desprezo doendo o peito e a alma
De um dia ter sido enganado
Por alguém sem coração
Se todo (des)humano tivesse
Cabeça, juízo e noção pensaria
Antes de magoar um grande amor
Todos sabem que é preciso
Ter alguém por perto
Pros nossos sonhos e as tristezas
Que o tempo nos trouxe
Quando acordamos
É mais um ao lado
Pra dar força a esperança hoje
Não precisa ir longe
Reconstrua a paz
Mas de que adianta ter sentimento
Se o grito sai do peito
Explodindo feito um jumento!
A mentira tem pernas curtas
A verdade, sim, permanece
Um dia quem se esconde aparece
Fica com a cara no chão
Mexendo sem ter palavras
De um dia ter magoado
A quem não merecia
Queria apenas um troféu nas mãos
LUTA, diz o guerreiro
MARCHA, segue sem tino
ESPADA EMPUNHADA, AVANTE!
Mas falando não é nada
Cala e não tem coragem
Esta, sim, deixa uma margem
Nas mãos do seu companheiro
Saudades eu tenho, não nego
Com toda sua grandeza
Só na minha imaginação
De ouvir tanto palavreado
E de um dia ter sido enganado
Por alguém sem coração
Vem perguntas sem respostas
Cobrança, raiva, desespero, aflição
Uma overdose de humilhação
Amigo, veja o que digo na tua frente
Guardes bem contigo esta semente
Hoje lhe deixo trancafiado
E a estrada é sombria
Cansado de ouvir tanta hipocrisia
Tudo isso me deixa arrepiado
Mas se um dia fui humilhado
Pagarás sem perdão
O céu amanheceu triste
Calado e sem luz
A noite chegou ligeiro
Sombria no meu sertão brasileiro
Porque um dia fui enganado
Por alguém sem coração.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 24/10/2017
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

NO REVERSO DA TRISTEZA

Ocupe a mente com pensamentos positivos! Bom dia e boa semana!
Interessante é a vida
Cheia de surpresa e sabedoria
Nela mora a alegria
Plantada na natureza
Margeando a poesia
No reverso da tristeza
Tem rompante todo dia
Deixando um gosto amargo
Com as lembranças do passado
Porém num instante
É tudo tão natural
Voltado para o pensamento
É prosa e verso cantadas
Na ausência e na presença
É sonho do sonho dourado
Sonhando um sonho acordado
Falando fala o que sonha
Sentindo sente e escreve
Assim como quem nada quer
Sendo homem ou mulher
Desabafa o sentimento
Guardado com ardor
Vai queimando lentamente
Na alma daquela imagem sem fim
Feita do amor partilhado
Sendo o que sempre foi
O antes e o durante
Conjugados com o depois
Serão aproveitados por igual
Na própria linha do tempo.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 23/10/2017
Cadeira 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

CORRENTES DA FANTASIA

Liberte-se das correntes e voe alto no sonho da poesia!
Com a poesia no ar
Não tem jeito
O poeta escreve momentos
Vivendo num tempo de glória
Incendiando os sentimentos
Reprimidos na história
E no raiar do dia
A garça toda contente
Agradece a alegria
De poder colaborar
Na harmonia da aurora
Pois há tantos beijos
Em meio á calmaria
Tantos olhos que não vejo
Nos desejos tantos zens
Tantos bens de sentinela
Da donzela que suspira
Debruçada na janela
Pintada de cores
Sonhando com os amores
Para libertar as correntes
No presente poetar
Da fantasia guardada no peito.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 20/10/2017
Cadeira: 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

FLOR DO SERTÃO

Saiba regar o jardim a fim de que ele floresça...Bom dia!
Bendita flor do sertão
Pequena e tão singela
Que de espinho está cercada
Enfeita a janela
E serve de alento
Para a alma atormentada
Causada pela distância
Levando no peito o lamento
Daquele triste sorriso
Mas cheia de viva cor
Exala ao vento o perfume
E no coração do tempo
Embala discretamente os dissabores
Das dores sofridas
Pela ausência dos amores
Sem mágoa e nem rancor
De quem saiu sem as regar
Deixando-a secar de agonia
Pois o que o outro queria
Era se livrar do problema
Sem saber que deixou um dilema
Para alguém o desvendar
Porém se aquele bordão não tivesse
Abandonado a navegação
Com ar de superioridade
Hoje estaria guardado
Com toda supremacia
E na sua hegemonia
Não se sentiria desprezado
Por alguém que nunca amou
E nem tão pouco sentiu prazer
De gemer sem sentir dor.

Acadêmica Maria José da Conceição, em 18/10/2017
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

SERTÃO ENCANTADOR

Sem demagogia, a poetisa responde com alegria, bom dia!
De várias partes do Brasil
Perguntaram a poetisa
Se ela sabia dizer o que tem
Na região norte
Do Estado de Alagoas?
Ela assim respondeu que
Quem vem do sul ou do sudeste
Do sertão ao litoral
E passa pelo Nordeste
O coração do viajante
Cabra da peste de primeira
De bobeira pulsa forte
Repleto de alegria
Ao ver a beleza colossal
E a paisagem exuberante
Imperando na natureza
Ao descer a Serra das Pias
Pois segundo a pesquisa
Há um porto de água
Navegante por estar
Entre as pedras e o rio
Desaguando para o mar.
Foi ali que ela nasceu
Porém não se criou
Viajou para o agreste
Terra de gente das boas
Porém comeu o pão
Que o diabo amassou
Pra poder sobreviver
Com muita valentia
Se juntando a outra enchente
Faça chuva ou sol ardente
Mantém um sorriso acolhedor
Até nas noites de luar
Dando gosto de se ver
A alegria estampada no rosto
Sabendo esconder a tristeza
Sem causar dor por onde passa.
Ao mesmo tempo sente-se
Um relevo na hidrografia
Tendo um clima tropical
Escrito na geografia
Aqui todo mundo é igual
Pode ser no serviço braçal
Ou ter diploma de doutor
E se olhar direito
Pode crer que no terreiro
Não falta a galinha
E nem ovo no galinheiro
Galo com pinta de marinheiro
Com gogó bem afinado
E pra acordar o povo inteiro
Canta quem nem um danado
Tem vasto pasto pro gado
Feijão verde no roçado
Milho seco pra ralar
Sem falar que de manhazinha
O leite quente é retirado
Pro menino ficar alimentado.
Tem peão aboiador
Quando monta o alazão
Fica igualzinho ao seu avô
Pegando carneiro e cabrito
Apenas com um grito
Tem ave de arribação
Colorindo o céu azul anil
Violeiro e instrutor
Forró e forrozeiro
Pra dançar vendo um cantor
Na praça bem revestida
Água encanada de montão
Mas não se engane
Porque no verão
Tem uma seca lascada
No sertão encantador!

Acadêmica Maria José da Conceição, em 16/10/2017.
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

TUDO PARECE AQUARELA

FELIZ DIA DA CRIANÇA!
Preparei na calçada
Uma casinha de boneca
E dei de presente
Pra menina sapeca
E bem aplicada
Brincar contente de cirandinha
Depois ela fará comidinha
Embaixo do batente
Pois no sorriso da criança
Não se vê choro e nem vela
Tudo parece aquarela
No brilho do seu olhar
E no reino do faz de conta
Ela apronta bonitinho
E ficamos a gargalhar
Do passado vem na lembrança
Quando se era menininho
Juntava os amiguinhos
Pra jogar bola e petecar.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 02/10/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

CRIANÇA ADORMECIDA

Feliz dia para a criança do ontem, do hoje e do amanhã, força!
Acredite na força que tem
Sente num banquinho
E retire do peito a tristeza
Liberando a criança adormecida
A qual se encontra esquecida
E presa como passarinho
Habitando dentro você
Deixe que ela exista
Sonhando e resplandecendo de alegria
No verde campo da terra
Imperando na natureza
Pois não tem jeito
E não é defesa
O caminho da solidão
Então deixe que a magia das flores
Sejam mais flores todo dia
No botão que desabrocha
Encantando a poesia
No coração dos amores!

Acadêmica Maria José da Conceição, em 11/10/2017.
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

SEM PENSAR NO AMANHÃ

Te esperarei, seja aqui ou do outro lado!
No verão primaveril
As folhas secas que caem
Daquela árvore frondosa
Beijam com presteza
As cores do coração
Adubando a natureza
Que estava adormecida
E no resgate da vida
Ó tempo dizei
Se em cada linha aqui escrita
Num cair e levantar
Aquelas pedras benditas
Deixarão de rolar
Para que eu possa acreditar
Num novo amanhecer
Sem tristeza no olhar
Já cansado de sofrer
Pois na estrada empoeirada
Cavalguei em disparada
Sem pensar no amanhã
Mergulhei com sentimento
Numa linda canção
Levando-te em pensamento
Nos lugares que passei
Então saibas que te esperarei
Atentamente ao redor do mar
E longe de toda gente
Porque a água continua serena
Nos mistérios da alma
E repleta de atitude
Nos papiros da virtude!

Acadêmica Maria José da Conceição, em 09/10/2017.
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

domingo, 8 de outubro de 2017

SENHOR EU TE AGRADEÇO

Senhor eu Te agradeço
Cheia de emoção
Do nascer ao por do sol
Pela manhã tão bela
No poder de abrir os olhos 

E enxergar da janela
A natureza resplandecente
Num lindo versejar
Pelos ouvidos aguçados
O pulsar do coração
Na vertente do sangue
Passeando nas artérias
Pelos rios e mares
Lagoas e oceanos
Enseadas e lugares
Conhecidos até demais
Pelos morros ancestrais
Dos pais que Me deste
Nos momentos vividos
Nos braços acolhidos
Repletos de amores
Pelas flores do campo
Desabrochando todo dia
Misturando suas cores
Pela vida nas águas
Com peixes multicolores
Nos ares a passarada
A voarem contentes
Na sabedoria das mentes
Afastando as dores
Pelos animais terrestres
Que retiram a solidão
Harmonizando os lares
Com carinho e afeição
E ao anoitecer
Dá gosto de se ver
Sob a luz do luar
Violeiro e violão
Animando toda gente
Com canto e poesia
No céu os anjos tocam harpas
Os arcanjos não ficam atrás
Pois batem nos tambores
Glorificando o Teu nome
Para sempre com alegria.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 08/10/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A TRAMA DO TEMPO

O que te confiei com emoção
Meu coração não cansa de falar
Que já é noite dentro de mim
E logo mais ressurgirá a aurora
Na distante madrugada
Abro a porta devagar
Ouço a multidão na calçada
A dizer que o gigante 

Perdeu-se no tempo
De repente o espaço escureceu
Neste céu nebuloso
Pois tudo estava tramado
E na viagem sem volta
O vento encarregou-se 
De levar-te para o outro lado
Sem nenhuma explicação
Eu não queria 
Ser um encosto na tua vida
Isso dá desgosto por não entenderes
Da armação do barraco
O meu corpo tornou-se um caco
E nunca mais será viçoso
Por causa da minha rebeldia
Mas eu nunca desisti de ti
A tua voz continua vibrante
Nas plaquetas da sabedoria
O meu ouvido capta o som
Que trago guardado na memória
Mesmo que eu tente gritar forte
Não há força suficiente
Para dizer que valeu a pena
Um dia ter vivido cada momento
Ao teu lado meu amado
Peço-te que devolvas o luar
O qual se foi quando partistes
Devolve-me as manhãs ensolaradas
Pois os meus dias estão tristes
Devolve-me o brilho do olhar
Porque ele continua opaco
E o meu sorriso já não existe!

ACADEMIA VIRTUAL DE ARTES LITERÁRIA
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 05/10/2017

AS TRAQUINAGENS DO JOÃO

Homenagem ao mês da criança...Bom dia.
João de barro é um passarinho
Que levanta muito cedo
Passa o dia exposto ao vento
E de graveto em graveto
Que trás no bico amarradinho
Constrói a tempo uma casinha
Sua cama é bem fofinha
E ao invés de arrumar
Faz uma linda baguncinha
Deixa tudo de pernas pro ar
Porque tem a vovó Joaninha
Pra botar tudo no lugar
Ela começa a reclamar
Ele diz, eu vou casar
Pra senhora descansar
E tudo isso vai passar!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 09/02/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES!
É de ficar admirado
Com isso que aconteceu no passado
Mas de bom grado contarei
Que Geovanni di Pietro di Bernardone
É italiano da gema
Pois nasceu lá para os lados de Assis
E na catedral de São Rufino
O menino fora batizado
De família nobre e mesa farta
Dizem que na juventude
Divertiu-se para valer
Não combateu na guerra
Porque duramente adoeceu
E como um risco de giz
Da poeira foi um cisco
Jogando tudo para o alto
Começando a sua travessia
No conhecimento da vida religiosa
Tornando-se um homem de luz
Na mais completa pobreza
Distribuindo a sua riqueza
Para quem mais precisava
Seguindo os passos de Jesus
O Homem que ele adorava
E nos lugares que passou
Só pregou a humildade
E muito mais do que isso ele fez
Acolhendo os animais
Virou o seu protetor
Assim cumpriu a profecia
E tudo o que Deus lhe ensinou
Tratou de executar com o coração
Eis aí, São Francisco de Assis.

Palmeira dos Índios, 04/10/2017.
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj)
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

POMAR DA OUSADIA

As pessoas entram e saem num vai e vem, pois ninguém é de ninguém...Boa semana.
Nunca te vi pessoalmente
Mas de uma coisa garanto
Descobri a sinceridade

E enxugaste o meu pranto
Com teu jeito de chegar
De te expressar abertamente
Falando discretamente
E cheio de respeito
Para a dama da sociedade
Soubeste chegar de mansinho
Como quem não quer nada
E num instante fizeste
Uma teia de aranha traçada
Este coração sofrido disparou
Ficando dilatado de alegria
Tornando-me tua amada
Por isso carrego comigo
Para todo canto que eu vá
A tua fotografia gravada
E afixada na mente
Faça chuva ou sol ardente
És tu que estás nos meus sonhos
Do meu lado a me abraçar
Não sei se sentes o carinho
Mas é verdade o que digo
E disso não me envergonho
Porque não gosto de teoria
E nem tão pouco de teorema
Por isso te chamo à razão
Para a mais bela magia
Que sai desse poema
E aqui deixo a semente
Da mais pura poesia
Retirada da natureza
No pomar da ousadia
E em cada piscar do sol
Vemos os raios encantadores
Todo dia nos envolvendo
Nos braços acolhedores
Da paz e da harmonia
Que brota do coração
Então te proponho
Meu adorado senhor
Não te afastes de mim
Porque neste belo jardim
Realmente existe amor.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 02/10/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

domingo, 1 de outubro de 2017

NINGUÉM NASCE ENSINADO

Aos poucos vamos aprendendo o que a vida tem para nos ensinar...Bom domingo.
Ao lado daquela tapera
João de Barro é morador
Construiu sua casinha
Embaixo do arvoredo
Vizinha a Dona Alfredina
Esposa de Zé Alfredo
E pra contar história
Ela é fera sim senhor
Diz que desde menina
No Nordeste se criou
Sapeca e bem saliente
Acocorou-se no terreiro
Com o coração sossegado
Num sol quente de rachar
E o povo da freguesia
Ligeiro se aproximou
Começou a chegar gente
Até de outro país
Todo mundo querendo ouvir
Um causo que aconteceu
Pros lados do vinhedo
Foi assim que ela contou
E que fique bem registrado
A festa que vi por lá
Tinha um homem sentado
Cabra da peste gigante
O outro em pé a cantar
Com seu gogó afinado
Sabiá pousou no meio
Um pouco desconfiado
Bem te vi não sei se ouviu
Mas de repente pulou
Com seu grito estridente
Olhou de lado e falou
Alegria meu rapaz
Não quero ver você triste
Vamos observar a cantoria
Pois a magia da viola
E do repente quem resiste
Sem falar que aqui tem paz
Muita luz e harmonia
E quando isso terminar
O sonho dourado lhe espera

É como o velho ditado
Nunca pense em desistir
Porque ninguém nasce ensinado!

Palmeira dos Índios, em 28/09/2017.
Acadêmica: Maria José da Conceição
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

CAMINHOS DE LUÍZ VAZ

Sem pensar em desistir, vá em busca dos sonhos, eles existem, bom dia!
ACADEMIA VIRTUAL DE ARTES LITERÁRIA
Cadeira: 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões

Acadêmica: Maria José da Conceição (Mj)

Pode até ser fantasia
Mas vinculei no pensamento
Fazer algo especial
Sobre o nobre patrono
Que ganhei na academia
É Camões, o Luiz Vaz
Escritor português
Da tradição ocidental
Como a sua poesia
Possivelmente nascido
Na cidade de Lisboa
Daí percorreu caminhos
Nas estradas da vida
Totalmente numa boa
Frequentador da corte
Num pequeno mundo burguês
Amou muito e foi amado
No fogo que arde sem doer
Navegando em mar
Antes nunca navegado
E para século sem fim
Escreveu vários sonetos
Dominou literatura e latim
História e muito mais
Transformou em peça teatral
Depois foi exilado
Mas o nobre namorador
Não se deu por vencido
Alistado como militar
Lutou o bom combate
Perdeu um olho na batalha
E passou muito mal
Num mar tempestuoso
Com a alma amargurada
Repleta de sentimento
Porque não viu sua obra
Ter um pouco de atenção
Morreu pobre e esquecido
Não sei se foi do coração
Deixando um grande legado
Até para a posteridade
Porém depois de morto
Seu trabalho fez sucesso
Tendo fama consolidada
Nas prateleiras do progresso
Com mistérios e lendas
Recheadas de aventuras.

Palmeira dos Índios-Al, em 29/09/2017.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O VIAJANTE

O CARÁTER DE UM HOMEM É MEDIDO ATRAVÉS DAS SUAS ATITUDES...
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj)
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões


Doutor eu vim de longe
E sou um pobre viajante
Lá das terras do sertão
Ando errante no caminho
Sentindo-me abandonado
Então o senhor pode me dá
Abrigo no seu ranchinho?
Eu estou muito cansado
Com fome e sede também
Porque nesse vai e vem
Embora vestido de monge
Que ganhei do mosteiro
Pra me aquecer do frio
Amarguei um mau bocado
Sem ter no bolso um vintém
O senhor é um homem formado
De ouro é o seu coração
E eu sou bem viajado
Porém fico desconfiado
E logo ligo a antena
Pois tenho quase certeza
De ver aqui um radar
Fazendo cena de novela
Na moleza me espreitando
Pra todo canto que eu vá
E se o senhor desejar
Levantarei bem cedinho
Antes do raiar da aurora
Se permitir que eu fique
Pra poder lhe recompensar
Com a minha gratidão
Eu prometo trabalhar
E deixarei tudo limpinho
Pro senhor ficar satisfeito
Mas se não for desse jeito
Basta pagar o que valho
Olhe pras minhas mãos
Estão cheinhas de calo
Pois pego touro no dente
Eu limpo até bebedouro
Tiro cabelo do pente
E ralo milho na gamela
Vou provar pro senhor
Que estou falando a verdade
Até morei no alambique
Porém não sou viciado
Nunca bebi e nem joguei
Mas no chiado da roda
Do violão faço moda
Tocando até um xaxado

Eu só não quero abusar
Da sua valiosa bondade.
Palmeira dos Índios, 27/09/2017.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

O VOO LIVRE DA ÁGUIA

ACADÊMICA: Maria José da Conceição (Mj)
CADEIRA: 24
PATRONO: Luíz Vaz de Camões

É feliz o homem que aprende com seus próprios erros e nunca desiste de lutar pelo que almeja, fazendo a cada dia um novo recomeço, e dela, uma nova esperança de vida, porque não existe nada fácil para quem gosta de trilhar o caminho correto, as facilidades estão aí, mas é por causa das brechas deixadas por aproveitadores da bondade alheia, sem falar que tem pessoas acomodadas num canto esperando que outros façam por ela, que as coisas caiam livremente do céu, e não é desse jeito, quem desejar adquirir algum conhecimento precisa “queimar as pestanas” nos livros, correr atrás dos sonhos, acreditar neles, ter perseverança, sabendo que jamais existirá vitória sem luta, e para chegar até onde eu cheguei, lutando como uma leoa, caindo e levantando de cabeça erguida, sem medo, e ainda hoje enfrento barreiras, pois só paro no dia que o “cordão de prata” se partir, capengando aqui e ali, só Deus sabe muito bem as amarguras que passei, e por incrível que pareça ainda passo. Houve uma época na minha infância que eu tive fome e não encontrei o pão fermentado para me alimentar e nem uma cama para dormir, o que encontrei foi o chão duro tendo o infinito como cobertor, após algum tempo, a coisa mudou, encontrei quem me acolhesse, me desse abrigo e tudo o mais que eu precisava, nunca reclamei por causa de um sapato com “meia sola”, nunca reclamei por ter dois vestidos por ano, um para o natal e o outro para romper o ano novo, nunca reclamei por não ter um brinquedo descente no dia das crianças, basta saberem que brinquei muito na calçada com caixas de fósforos vazias, com bonecas feitas com a palha do milho, e por inúmeras vezes eu vi e senti na pele a má vontade estampada no rosto de quem se dizia "amiga ou amigo" e com uma resposta seca na ponta da língua, “estou super ocupada(o) e não tenho tempo para tais baboseiras”, portas batidas na cara, as estradas tortuosas que enfrentei e ainda enfrento, as humilhações por ser “uma enjeitada” e por não possuir um nome com respaldo algum numa sociedade muitas vezes preconceituosa, que gosta de olhar os rótulos e não o conteúdo dos frascos, e não pensem que estou generalizando, pois dentro dessa mesma sociedade há pessoas de bom coração, que estão prontas a ajudar o outro a montar na bicicleta e empurrar de ladeira abaixo porque sabe que ali tem futuro, são a essas pessoas que chamo de espíritos evoluídos e empreendedores os quais não desgrudam do(a) parceiro(a), e de minha parte, sou eternamente grata por tudo que me fizeram uma vez que as coisas boas ou ruins serviram e servem até hoje para a minha evolução espiritual. Se perguntarem se alguma vez na minha vida eu cometi erros, direi que sim, vários, e continuo cometendo, pois não sou perfeita e isso faz parte do “ser humano”, mas tento me corrigir da mesma forma que a águia corrige seus voos rasantes do alto da montanha, e quem sabe um dia eu consiga ser livre como ela...
Escritora Mj, em 25/09/2017.

domingo, 24 de setembro de 2017

BAILADO PRIMAVERIL

Festeje a vida agradecendo pelos benefícios! 
Acadêmica: Maria José da Conceição
Cadeira: 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões


Do lado de cá do Nordeste
Abro a porta devagar
E agradeço pelo que me deste
Vendo a vida festejar
Seu nascimento certeiro
E nas terras paralelas
Rodeadas de riquezas
Vejo a flor desabrochando
Num bailado primaveril
Encantando a natureza
Contrastando com o céu anil
E mergulhando abertamente
Aproveitando vi os peixes
Nas águas do mar do Brasil
Se juntando as do estrangeiro
Cada um com seu jeitinho
De peitinhos estufados
Num jogo de sedução
Cantarolando com fervor
E sem tristeza no olhar
Uma linda serenata de amor
Eternizados de carinho.

Poetisa Mj, em 24/09/2017.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

CONDICIONAMENTO DOS SONHOS

AVAL – Academia Virtual de Artes Literária
ACADÊMICA: Maria José da Conceição
CADEIRA: 24
PATRONO: Luiz Vaz de Camões


Se não houvesse noite
E a noite fosse dia
Se ao invés da tristeza
Tivesse mais alegria
No beijo da luz que alumia
Com certeza haveria mais amores
No florescer das flores
E as dores do coração
Seriam curadas
Pois se eu tivesse algum poder
E pudesse escovar o tempo
Até a minha força acabar
Se eu pudesse escutar de momento
Mudanças eu iria fazer
Não teria nenhum obstáculo
Haveria mais sentimento
Uma porta a mais se abriria
E uma nova chance surgiria
Porém sou apenas mais um sonhador Neste mar de paixão
Como não tenho esse poder
É o jeito ficar na ilusão.

Poetisa Mj, em 21/09/2017.