quinta-feira, 23 de novembro de 2017

NOITE ANGUSTIANTE

Não deixe que a negatividade invada a sua mente, preencha a mesma com pensamentos positivos, e tudo dará certo! Bom dia.
Nesta bela noite plena
Vê-se o seu voo rasante
Canta a alma inebriante
Na pureza desse instante
De cantar calma e serena
Ouve o peito soluçar
Pois se sente abandonada
Nesta bela noite plena
Todo dia ela cantava
Direto pro seu almirante
Mas ele preferiu outra
Com canto melodioso
Deixando saudade de jeito
Vendo-se talhada de dor
Com o coração machucado
Definhou sem fazer chiado
Por causa daquele amor
Foi-se tudo pelos ares
Sofreu por quem tanto queria
Na noite de calmaria
E na tristeza do pranto
Sem ter mais pra quem cantar
Perdeu a voz de desgosto
Numa noite angustiante.

Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 22/11/2017.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

DESABAFO

Hoje, 20 de novembro, é comemorado em todo país o dia da Consciência Negra, e se dependesse da minha pessoa, ela deveria ser comemorada nos trezentos e sessenta e cinco dias do ano, ininterruptamente, sem cessar, e sem precisar de autorização prévia, pois somos todos iguais, feitos e criados pelo mesmo Pai celestial, sem nenhuma distinção de cor, raça, credo, etc., porque o respeito vem de berço, e para quem não sabe e não procura se inteirar, respeito é um substantivo masculino que se refere ao ato ou o efeito de respeitar-se, bem como atitude necessária para favorecer a convivência na família, no trabalho, na comunidade, servindo de estreitamento nos laços de amizades, aceitando as diferenças, percebendo que cada pessoa tem o livre arbítrio de escolher ser quem ela realmente quer ser, na forma de pensar, agir, escrever, opinar, porém torna-se difícil quando se quer ter razão a qualquer custo, ou quando se supõe, frente a qualquer ponto de vista, que a própria postura é a única possível, portanto, vemos também a falta de respeito para com os idosos, deficientes físicos, visuais e outros, as crianças e os adolescentes estão sendo esmagados a qualquer custo, vemos país tentando mostrar força para outro país através de armamentos pesados, e não só, no entanto, não estão preocupados com o futuro do seu povo, nas amizades vemos todos os dias a grande falta de aproximação e engajamento dos colegas, até num simples bom dia, nas curtidas, nos comentários, uns respondem, enquanto que outros se acham melhores e mais capacitados, fofocas existentes por todos os lados, tudo isso é preconceito e falta de respeito para com o próximo, e mais uma vez minha alma sangra ao ver um descalabro de tamanha proporção ocorrendo por causa do ser chamado (des) humano, basta cada um procurar ler as notícias porque se voltou a fazer venda de escravos como é o caso dos migrantes africanos que tentam chegar á Europa e são vendidos em leilões, os próprios refugiados relatam repetidas situações de crueldade, e segundo eles, inúmeros tipos de violências horrorosas sendo praticadas diariamente, e as mulheres, coitadas, sãos as maiores vítimas, elas sofrem sem poderem reclamar, e são também vendidas em leilões de escravos, elas têm o seu preço superior ao dos homens, porque além de serem forçadas ao trabalho escravo, elas também são vítimas de abusos sexuais, vemos também em cada esquina uma mulher sendo maltratada, espancada e estuprada pelos que se dizem machões, e muitas delas não resistem, perecem no local, hoje temos que viver trancafiados nas nossas próprias casas por causa dos assaltos, e nos tempos atuais, ninguém mais é totalmente livre, e até pouco tempo eu pensava que tinha cessado a escravidão no mundo, mas parece que eu estou redondamente enganada, e o meu humor não está para suportar determinadas coisas, uma vez que estamos vivendo na era da informática, temos a internet ao vivo e em cores espalhada no mundo inteiro, jornais, canais de televisão, as operações do coração são feitas à distancia, idas a lua, a marte, temos os automóveis de última geração os quais não precisam de condutor, dentre tantas outras coisas mais para facilitar a vida, e a isso chamamos de progresso, porém retornamos a era mais longínqua que se pode imaginar, afinal eu pergunto, em que século estamos? Medieval? Pré Histórico? Será que podemos viver pelo menos um dia sem violência? Alguém pode me responder? Falta educação, saúde, segurança, e muito mais, porque alguns só pensam em si e nos bolsos abarrotados, e o povo que se vire, se puder, as queimadas acontecendo a todo instante deixando as nossas florestas arrasadas, nossos animais estão ficando sem o seu habitat natural por causa da ganância do homem, e a mãe natureza também sofre e cobra caro o seu preço, tudo isso é lamentável, e enquanto a semente do amor não for plantada no coração de todos, jamais teremos paz, jamais teremos irmandade, é preciso haver conscientização da humanidade, os exemplos estão aí e falam por si só, e quando chegar a nossa hora de partirmos desta vida, se pode levar daqui, apenas o que de bem ou de ruim fizemos a favor ou contra o nosso próximo, porque somos como pedra bruta retirada da pedreira mais longínqua, cheias de marcas e pontos obscuros, porém aos poucos vamos tentando nos lapidar e quem sabe, um dia possamos nos transformar na preciosa essência propriamente dita.
Escritora Maria José da Conceição (Mj), em 20/11/2017.

sábado, 18 de novembro de 2017

Ó VOZ QUE NÃO SE CALARÁ

Pegue seu barco e navegue nas vertentes dos pensamentos positivos!
Ó, voz que não se calará, amarga-me profundamente o silêncio que se faz ouvir por entre o pequeno espaço, porém longínquo, porque me dói nas plaquetas da sabedoria ter-te todo dia e não ter-te dia nenhum nas cores do arco íris e nem tão pouco nos amores das flores, porém de uma coisa tenhas a certeza, pois, ainda que, o vento sopre a favor do monte, cá estarei esperando que ele venha soprar no horizonte; ainda que, hoje me falte forças para lutar, com toda certeza amanhecerei na guerra e sairei vitorioso, e nada temerei; ainda que, a noite teime em me assombrar, haverá um novo dia renascendo e a minha alma transbordará de alegria; ainda que, o inimigo constantemente esteja me afrontando, terei sempre ao lado uma mão amiga me amparando; ainda que, num dia qualquer eu acorde sem vontade de andar, sei que uma força maior estará me incentivando, então levantarei e sem medo seguirei em frente; ainda que, em segundos, invada-me a tristeza, sendo a causa pensamentos inconstantes, mesmo triste sorrirei, encantando a natureza; ainda que, existam obstáculos no caminho, jamais me curvarei, ficarei em pé, erguerei a cabeça e com cantos colossais, asas esvoaçantes, e levando no bico uma flor, encontrarei o amor de terras distantes; e, se a vida no momento me faltar, sei que em outra vida terei uma nova chance para recomeçar.
Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 18/11/2017.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

BOM DIA VIDA!

Ei, você, sim, você mesmo
Que acordou de mau humor
Levante e seja forte
Faça chuva ou sol ardente
Deixe fluir o amor
Mande a tristeza embora
Vença os obstáculos
Não há vitória sem luta
Tente e faça o melhor
Pois você vai conseguir
Cultivando em cada amanhecer
O seu próprio jardim em flor!

Poetisa Maria José da Conceição (Mj), em 18/09/2014.
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 14/11/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

domingo, 12 de novembro de 2017

DEUSA SOLITÁRIA

Sonhe, acredite, voe alto e observe o universo cheio de cores! Bom dia e boa semana para todos.
Se alguém pudesse ver
E entender o que sente o coração
Daquela deusa solitária
Ela leva a alma entristecida
Ouve a voz do silêncio
Escondida pelo roto sorriso
Estampado no rosto
Porém muito bem refletido
No espalho envelhecido
E enigmático na distância
Percorrida pelo tempo
Ela quer compor em verso
O luar clareando a rua
Ter um abraço confortante
Nos encantos do universo
Quer abrir a janela
Sentir os raios do sol
E rajadas do vento suave
Passar ao seu redor
Quer ver a natureza
Mostrando ao mundo
A sua exuberante beleza
Quer contar as estrela no céu
E dormir ao relento
Tendo como cobertor
O véu das folhas secas
Forrando o frio chão
Quer falar com as flores
E sentir a grandeza dos pássaros
Voando alto no infinito
Mas diante da verdade
Secretamente sai caminhando
E conversando sozinha
Então nessa nascente
Morre contente porque viveu
Para sentir a onda do mar
Chegar rente à cidade onde nasceu
E ali cresceu como gente
Apesar da dor e da solidão
Do enfim sós
Entre o “eu” e o “eu” dela
Que jamais entenderá
As enigmáticas razões do desconhecido.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 29/10/2017
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

sábado, 11 de novembro de 2017

APRENDIZ DE ET

Certa vez, andando a esmo na estrada, e procurando uma sombra para descansar do sol forte do meio dia, encontrei um ancião e um jovem sentados embaixo de uma árvore frondosa, o céu estava todo azul, e ao me aproximar, ouvi o jovem perguntar, 
- Mestre, eu trabalho de sol a sol, mas aproveito as minhas horas de descanso para escrever, e vou guardando folha por folha tal qual o senhor me alertou, agora me ensine o que devo fazer para editar um livro, e que o mesmo, um dia, seja aceito pelo público. O mestre ouvindo aquilo balançou a cabeça, e disse,

- Aprendiz de ET, você ainda é muito jovem, mas um dia terá que caminhar com as suas próprias pernas, e neste mundo de provas e expiações, o homem deve, acima de tudo, plantar uma árvore, construir uma ponte, ter um filho e por fim, escrever um livro, vai sem medo, meu filho, guarda na mente essas quatro coisas e faz exatamente como eu lhe ensinei, com humildade, amando e respeitando o próximo, tudo conforme o tempo determinar, e daqui a um ano retorne para este mesmo lugar, nesta mesma hora para me contar sua aventura bem como o resultado dela. Muito contente o aprendiz agradeceu e foi embora, eu ainda continuei ali por um bom tempo, anotei os ensinamentos do mestre no meu bloquinho enquanto ouvia a valsa da correnteza do rio, até ver o ancião desaparecer por entre as árvores. Após aquele dia, para não esquecer ficava olhando a data na caderneta, exatamente um ano depois retornei para aquele local e já encontrei sentado no mesmo lugar o ancião com sua barba comprida, e com o cajado tentava desenhar alguma coisa na areia fofa, me sentei ao lado dele e permaneci em silêncio para não atrapalhar a sua concentração, de repente ouvi passos na estrada, era o jovem aprendiz que se aproximava com um largo sorriso no rosto, pois de longe avistara o seu mestre que não deixou o jovem respirar e perguntou, então, meu rapaz, o que você tem a me dizer, fez tudo direitinho como eu lhe ensinei?

- Fiz sim, Mestre, respondeu o jovem, sem perder o sorriso.

- E qual foi o resultado? 
- Mestre, disse o jovem, há exatamente um ano atrás, quando me despedi do senhor e saí deste mesmo local passei numa casa de plantas, comprei uma pequena árvore, coloquei na carroça, depois entrei numa casa de construção, comprei pá, enxada, carro de mão, pedras, tijolos, ferros, cimento e areia, paguei e pedi que o vendedor mandasse entregar no meu endereço, e ao chegar á minha casa, cavei um buraco e plantei a árvore, perto dali tem um riacho com dois metros de largura, e as pessoas não conseguiam atravessar para chegar ao outro lado, de posse do material de construção, eu construí uma pequena ponte e agora ninguém reclama, qualquer pessoa pode ir e vir sem problema, e dentro do meu coração, vi que já estava na hora de contrair matrimônio, e como eu gostava de uma moça, pedi-a em casamento, hoje temos um filho, e por fim, peguei os meus escritos, juntei folha por folha, perfurei, passei um arame e fiz um livro que se encontra comigo e trouxe o mesmo para lhe mostrar, e lhe agradecer porque eu consegui realizar as quatro etapas que outrora o senhor me ensinou. O mestre ouviu tudo atentamente sem esboçar nenhuma reação, e após o relato do jovem aprendiz, ele levantou a cabeça e disse,
- Rapaz, você fez quase tudo errado daquilo que eu lhe ensinei no passado, realmente eu mandei você plantar uma árvore, mas eu estava me referindo á árvore da sabedoria, ou seja, os seus escritos precisavam ser plantados, pois cada folha escrita, você tinha a obrigação de espalhar, mostrar ao mundo, dá-se a conhecer para poder se tornar um escritor, e quanto á árvore, matéria, plantada pela sua pessoa, é viável, no entanto entenda que ela é cortada constantemente pelo ser chamado (des) humano, deixando a floresta devastada; em relação á construção da ponte também está errada, porque eu lhe ensinei a construir uma ponte, mas era a ponte das amizades construtivas, esta sim é a verdadeira ligação que fazemos diariamente com os amigos do universo, ninguém anda sozinho, e todos nós precisamos uns dos outros para nos ajudar, e a outra que você construiu de cimento, a qualquer momento ela pode ser destruída pelo homem e pela corrosão provocada pela natureza; quanto a ter um filho, tudo bem, mais tarde ele será o seu herdeiro, lembrando que o filho cresce, cria suas próprias asas e quando você se der conta, ele dá seus voos rasantes nos deixando sozinhos como antes; e por último, após cumprir à risca as tarefas anteriores, eu lhe ensinei a editar um livro, publicar, lançar no mercado e espalhar o mesmo nos quatro cantos do mundo, porque esse é aquela semente plantada que lhe dará frutos bons ou ruins, vai depender do caminho que você mesmo escolher, e digo mais o livro é eterno e servirá para as futuras gerações, uma vez que o poeta ou o escritor não morre, após a sua passagem, ele continuará vivo na memória de quem os lê, agora me diga, será que finalmente você entendeu os meus ensinamentos? Retorne e vá fazer as coisas direito, aprenda porque o homem sem conhecimento, ele é cego sem o ser, e não adianta ficar com essa cara triste, saiba que o caminho é árduo, nele existem enormes obstáculos, mas se você souber driblar cada um deles, sairá vencedor, e se de repente tropeçar, cair e se machucar, não tem problema, tudo isso faz parte do seu aprendizado, tenha a dignidade de se levantar, erguer a cabeça e continuar sua jornada sem olhar para trás. A emoção daquelas palavras pronunciadas por um homem que vive e conhece a vida de perto, tomaram conta de todo o meu ser, e acho que nem preciso falar mais nada.

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 11/11/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

HUMILDEMENTE LHE PEÇO

Paz na terra, e aos homens de boa vontade, bom dia!
Olhando para o nascente
Onde o vento leva o tempo
Nas vertentes do futuro
E com o coração palpitante
Energizado de alegria
Vi nascer um lindo dia
Neste céu resplandecente
O sol todo contente
Espargia os seus raios
Inundando a natureza
Borbulhada nos canteiros
Colorindo a estrada da vida
Igual estrela radiante
Pois há um rio e um mar
Num encontro de poesia
A namorar contente
E neste céu estrelado
Há um sol a brilhar
Como a lua que vai e vem
Enrolada no véu azulado
Clareando a terra constantemente
Chegava à noite
Tão serena e calma
Igual o ar que respiro
Sentado no chão observei
Rente á estrada que fiquei
Tendo verde de um lado
E do outro também
Sem cerca para dividir alguém
Bem concentrado pedi em oração
Que houvesse paz
Luz, amor e harmonia
Para o planeta sofrido
Um homem de branco sozinho
Passou no caminho
Com seu jeito doce e suave
Olhou de lado e sorri
Eras, Tu, Jesus que eu vi
Então prostrado num canto
Caí em profundo pranto
Mas fechando os olhos
Abri para outra visão encantada
Com flores amareladas
Voando de cá do sertão
Todas elas direcionadas
Para os quatro cantos
Deste mundão de Deus
Hão de falar que sou louco, meu
Mas de louco eu não tenho nada
Porque vejo a floresta arrasada
Com fogo queimando a lenha
Alastrando-se na terra
O povo em pé de guerra
Morrendo de inanição
Crianças exterminadas
Pelas mãos dos seus senhores
Mas nada disso é resenha
Têm corruptos e corruptores
E indo mais além
Naquele vale sem fim
Ouvi gritos de perdão e socorro
Ah, como eu queria ter um pouco de fé
E obter a graça 

De curar a dor do irmão
Mas como não tenho esse poder
Humildemente faço uma prece
Senhor tende piedade deles e de mim!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 09/11/2017.
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.