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sábado, 13 de março de 2021

CÁ COM OS MEUS MATULÕES

Estava aqui a prosear,
Cá com os meus matulões,
Um monte de paspalhice,
Daquelas que aquece,
Ou separa corações.
Se acontecesse essa tolice,
E um dia eu te encontrasse,
Se por acaso um abraço rolasse,
Mais adiante um beijo eu tacasse,
Em casamento a gente não falasse
Pra não acabar a babaquice,
Se tu insistisse no dilema
Em ouvir a tagarelice do povo,
A gente se juntasse na velhice,
De novo o problema persistisse
Pra continuar na mesmice...
Se por acaso eu esquecesse,
De tua boca eu ouvisse
Aquela famosa frase,
E a borda do prato eu lambesse,
Ou procurasse ninho de jumento,
Mesmo assim eu assumisse,
E de nada disso eu gostasse
De andar na ponte que caiu,
Por causa da canela inchada,
Psiu, acredite, não faria essa caminhada,
E deixava de disse me disse!

Mj, em 13/03/2021.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

INCONSTANTES DEVANEIOS

Que amor é esse a demonstrar indiferença e faz com que o coração do outro chore!? Boa tarde.
Bem-aventurada é a lida,
Quando é bem aproveitada,
Consolida a colheita da semente
Sem ser precipitada!
Bem-aventurada é a luz
Que ilumina a estrada escura da vida
Na hora que a dor reprimida se esvai!
Mas é preciso silenciar para ouvir
A valsa que o rio faz na correnteza!
Ele segue seu trajeto costumeiro,
Sem atrapalhar a concentração da natureza!
Silenciar é preciso para divagar
E versejar sobre o constante sentimento!
Pois nota-se claramente a diferença
Estampada no olhar do notável pensador
Que gosta de devanear!
Ele senta-se nos degraus do pensamento
Para deambular na saudade passageira,
Relembrando a janela amarelada
Revestida de imaginação,
Onde inocentes sonhos perdidos
Dormitam no reflexo do casarão!
É preciso silenciar de tudo que oprime,
A ver se a fantasia criada
Não passa de encantamento
Dum criador de responsa,
A carregar no peito e na mente
Aquele jeito de ser criança,
De brincar alegremente
Nos delírios da infância
De um tempo vivido ardentemente!

Mj, em 11/02/2021.

domingo, 6 de dezembro de 2020

ÉS TU A MINHA INSPIRAÇÃO

Apesar das pedras, acreditem em dias melhores! Semana com vibrações positivas é o que desejo para todos! Um abraço da Mj.
Enquanto preparava o doce sem corante,
As andorinhas voavam pelo céu,
Contemplando o elegante despertar da aurora.
O gorjeio expandia-se nos ares,
Anunciando o raiar de um novo dia.
Ninguém me viu chegar,
Mas rasquei o véu da sapiência,
Sentei-me à beira do caminho,
Maquinando no pensamento
A imensa vontade de ter-te por perto.
Como atravessar desertos
Para dar-te meu carinho?
Meu coração chorava copiosamente,
Guardando imensa amargura
Da distância que somente o tempo nos deu...
Saiba que és tu a minha inspiração
Para continuar escrevendo poesia,
A canção mais bonita que me apareceu,
Nas horas certas e incertas da vida!

Mj, em 06/12/2020.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

LIBERDADE

A boca fala o que quer, mas o papel continua em branco...ótima quarta-feira recheada de esperança! Um abraço.
A identidade de uma nação
Dá-se através de sua independência,
Libertando o povo do cativeiro,
Que por décadas clama por justiça.
Vale a pena relembrar
O que aconteceu no dia sete de setembro,
Do ano de mil oitocentos e vinte e dois,
Pois, naquela ocasião,
Havia um laço colonial muito forte,
Interesses políticos recheados de emoção.
Basta dizer que houve vários atritos,
Estradas a ser percorridas,
Mas, o príncipe regente não se calou,
Ele idealizou o grito do Ipiranga,
Iniciou o processo de separação,
Retirando o Brasil de Portugal,
Virando o primeiro imperador.

Mj, em 02/09/2020.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

PAINEL DA NATUREZA

O planeta necessita de proteção, luz, paz e amor no coração dos homens de boa vontade! Bom dia. Um abraço.
No trem da agonia,
Não convém deixar a porta aberta,
Alguém, sem ser convidado,
Pode chegar de repente,
Pois, a terra em polvorosa,
Arde ao calor da brasa,
Asa cortada em redoma,
Assiste a horrorosa dor,
Sem ter certeza de nada.
Não lamente e agradeça
Por ter ainda a janela,
Que é o painel da natureza,
Para apreciar a beleza da lua quinzenal,
Amarelada ou cor de mel,
Prateada a granel,
A brilhar no horizonte,
Fazendo a festa no céu anil.
Quem andava a saltitar de alegria,
Ligeiro encontrou no aquecido lar,
O aconchego e o tempero do amor,
Reaprendendo valores esquecidos,
Porque viva na mesa de bar.
Hoje está agasalhado,
E com muita proteção,
A orar para a virgem Maria
Ter pena do pobre coitado,
Morador do Brasil e do estrangeiro.
Carece ter paciência,
Acreditar que a ciência,
Pode curar a pandemia
Que ela mesma criou.
Essa guerra é universal,
Então, não seja pessimista,
Lute como alquimista,
Procurando a pedra filosofal.
Estamos no mesmo barco,
A navegar sobre o rio,
Numa pista deserta,
Deixando cair o véu do rosto,
Pois, diante da vida,
Dinheiro e roupa de grife,
Não tem nenhum valor,
E só dá desgosto.

Mj, em 09/04/2020.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

LAÇO DE FITA

Onde quer que estejas, fiques bem. Um abraço e bom fim de semana.
Morena se tu soubesses,
Como é triste o meu penar,
Vinhas correndo de lá,
Para a gente conversar.
A dor da separação,
Dói demais meu coração,
E por causa da tua partida,
Sem motivo aparente,
Vi-me aperreado,
Demente e sem amor.
Não te faças de rogada,
A rua está enfeitada,
Tem até laço de fita,
Bota aquele vestido de chita,
Parecido com flor de carmim,
Retornes para este jardim,
Murcho e sem colorido,
Que pretendo te abraçar,
E falar ao teu ouvido.
Sei que és pouco apegada,
A este pedaço de chão,
Porém cultivado e limpinho,
Eu te darei carinho,
Sem haver apartação.
Abandonado por ti,
Louco e apaixonado,
Pela festa de mourão,
Nas noites de lua cheia,
Em plena madrugada,
Ou mesmo no clarão do dia,
Correndo na vaguejada,
Num pique desenfreado,
Apanhei insolação,
E sem ter quem cuidasse de mim,
Banhei-me no alambique,
Com medo da solidão.
Embrenhei-me no cercado,
Aprendi a laçar gado,
Na fazenda do patrão,
Tendo apenas a companhia,
Do meu cavalo alazão.

Mj, em 15/11/2018.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

ÉS LIVRE

Serena noite recheada de paz a todos.
Se nessa vertente do alvorecer,
Encontrasse a janela do sonho,
E nela pudesse ver a varanda,
Que um dia quando criança,
Olhava as flores com carinho,
Parava no tempo para meditar,
Enquanto brincava de ciranda,
Sem querer me livrar do meu eu.
E do ponto mais alto em que se avista,
A água do mar continua serena,
Recheada de onda salutar,
Que respinga sem cessar,
A maresia nos mistérios da alma.
Embriaguei-me na brisa do teu olhar,
Tive esperança de construir diferente de ti,
Um mundo que coubesse nós dois,
Com toda delicadeza de tratamento,
Sem haver mistérios no ar,
Mas depois a coisa foi mudando,
Criaste a malfadada distância,
E o pobre coração em disparada,
Sofre as consequências das dores.
Do começo ao fim,
Conseguiste destruir os afins,
Fugindo dos amores que queriam te dar.
És livre como pássaro voando no infinito,
E não te culpo por isso,
Porque se realmente existe culpa,
O culpado sou eu que me deixei levar,
Como as folhas secas dos arvoredos,
Que aponta a direção de um triste sorriso,
Porém cada momento vivido,
Ficará para sempre guardado na memória.

Mj, em 09/11/2018.

sábado, 6 de outubro de 2018

EM NOME DOS VELHOS TEMPOS

Boa noite e ótimo amanhecer de domingo abençoado.
Em nome dos velhos tempos,
Atentes para o grito de alerta
De um coração renitente e apaixonado,
Que fora acordado pelos sentimentos
Rebuscados de pura emoção.
Ele quer sentir o perfume do teu corpo
Espalhado ao vento do lado norte,
Mas com sorte entrelaçado ao dele.
Quer adentrar na juventude precoce
Onde a camiseta cor de rosa brilhava
Como adereço consequente
Num mundo imaginário,
Recheado de amor salutar,
Porque foi lá que ele te encontrou.
Ele quer se perder nos teus braços,
Embalado nos sonhos adormecidos.
Quer ouvir-te pela última vez,
A dizeres baixinho no ouvido,
Se o que viveram juntos,
Não passaram de momentos esquecidos.
E se tiveres coragem de afirmar,
Diz-lhes se o verbo amar,
Fora uma simples ilusão dos sentidos.
Ele pretende sorver teu beijo quente,
Onde as gotículas desse mel
Impregnavam na sua boca
Como a aurora reluzente.
Quer viajar no teu céu estrelado,
E deitar-se na constelação do infinito,
Dando-te os adjetivos mais bonitos
Para aplacarem a fúria dos teus pensamentos,
Desvendando teu segredo com jeitinho,
Levando o carinho que não tiveste.
Porém confessa que tem medo de arriscar,
Para não perder o brilho do teu olhar.
E no afã desse desejo pertinente,
Almeja viver ao teu lado,
Sem pedir nada em troca,
Ao amante enamorado.


Mj, em 06/10/2018.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

SEM PEDIR NADA EM TROCA

Com muita paz e harmonia, desejo a todos bom dia!
Neste exato momento
Eu poderia te dizer tantas coisas
Uma delas é que preciso me libertar
Criar asas e poder voar
Quero ainda transformar
A bela vida em poesia
Amar e viver urgentemente
Querer bem sem mudar
Para agradar a quem quer que seja
Quero desejar paz
Harmonia e muito mais
Porém tu nada podes fazer
Porque este coração padece
De tanto amar e sofrer
E se houvesse outra chance
Eu jamais choraria
E nem tu te compadeceria.
Vejas que neste jardim
Tem muitas flores plantadas
Com várias cores espalhadas
E quando elas começarem a brotar
O cheiro se espalhará no ar
Inundando a emoção
De vários amores
Então te proponho
Caminhes silenciosamente sem medo
Deixes para trás o vento gélido
Da malfadada noite

E venhas ao meu encontro
Porque quando sonhas

Tu voltas a sorrir
E o brilho do meu olhar
Agradece imensamente pelo teu existir
Pois o que recebes 
É mais do que merecido
E trás no peito garrido 
A vontade de voar
Tanto na terra, no céu e no mar
Sabendo que no limiar da história
Não há vencido e nem vencedor
Pois quem triunfa mesmo
É o verdadeiro amor
Que eu sinto dentro de mim
Sem te pedir nada em troca.

Poetisa Mj, em 09/01/2018.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

REENCONTRO NUPCIAL

O homem sem convicção, é vazio de coração...Boa tarde.
Senhor dos meus desejos
Cá para as bandas do agreste
Onde o vento faz a curva
Bem ao lado do sertão
O céu é azul celeste
E as nuvens são turvas
Tu prestas bem atenção
E escuta o que vou te dizer
Porque o homem sem convicção
É vazio de coração
Fica igual uma folha seca
Voando sem direção.
O homem sem coração
É pedra desorientada
Que procura alento
Mas caminha sem ter convicção.
Ele sai comandado pelo vento
Sem talento e sem noção
Mas eu não me envergonho
De viver por viver
Ou por ter sido radical
Porém a dor da separação
Machuca-me tanto
E a minha alma chora o pranto
Por não te sentir ao meu lado
Machuca-me em não te ver
Não compartilhar mais contigo
Os dois dedos de prosa que converso
Machuca até o silêncio abordado
Neste imenso universo
E não há paixão que resista
Para o peito apaixonado
Que se encontra despedaçado
Após a tua partida
Os sonhos foram desfeitos
Sabendo muito bem
Que foi contra a minha vontade
Mesmo assim um dia tu foste
E continuas sendo
O meu grande favorito
E daqui sai o meu grito especial
Porque na verdade prefiro ter
E desfrutar do teu amor
Ao invés da tua amizade

E quando chegar a nossa hora
Deixarei a porta entreaberta
Para ouvir os teus passos na escada
Subindo os degraus devagar
A emoção será tão grande
Que chorarei de prazer
Correrei para te abraçar
Sei que adormecerei de cansaço
E não mais resistirei
A esses lábios carnudos
Sentindo o teu beijo molhado
Passear no meu corpo desnudo
Tendo as estrelas como testemunhas
Da nossa noite nupcial.

Poetisa Mj, em 08/01/2018.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O FLERTE DA COTOVIA

Saiba viver e aproveitar os bons momentos...Bom dia.
Devotei em pensamento
Daquele tempo vivido
Sentimento além-mar
Crescer por ti meu querido
Procurei em algum lugar
Desenhar um coração
Nele cravar um beijo
Esquecer a separação
Até um dia tu retornar
Mas parei ao ver e ouvir
Na noite de calmaria
O canto da cotovia

Cheia de graça e beleza
Numa paixão ardente
E por demais caliente
Flertando com o verbo AMAR
Em plena natureza
E numa serena alegria
Comparei com o que sabia
Sem deixar transparecer
Que ali havia um problema
Brotou no rosto um sorriso
Pelo simples jeito de ser
Daí bastou conferir
O dilema da conjugação
Foi assim que na raça ela gritou
EU amo meu bem querer
TU não duvidas que eu saiba
ELE pode não entender
Mas NÓS amamos um ao outro
VÓS dizeis que é mentira
ELES talvez desconheçam
A sua veracidade
Pois sem ti não tem carinho
Essa é a grande verdade
Se vier pro meu ninho
Vou te pegar de jeito
Descansar no teu peito
Teu belo rosto acariciar
Aí vi a coisa desandar
Saí foi no improviso
Pra não ser testemunha
Nem de Jeová da praça!

Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 26/10/201
Cadeira 24
Patrono: Luiz Vaz de Camões.

domingo, 2 de julho de 2017

LÁGRIMA SENTIDA

As estrelas iluminam a solidão no silêncio da madrugada...
Por algum momento
Vou andando devagar
Lutando com precisão
Neste mundo de magia
Por não te ter ao meu lado
E nem um pouco de afago.
Sentindo escorrer no leito
Uma lágrima sentida
Doendo forte no peito
Com a tua partida.
Não houve aviso prévio
Pra poder me reerguer
Pois saíste como a ventania
Restando ao pobre coração
Aceitar a fria separação.
Mas passe o tempo que passar
Guardarei na lembrança
E na leveza da alma
Os traços do bem amado
Sabendo que perdi
Aquele sorriso animado
Cheio de encantamento
Que transbordava alegria

E com ele 
Já estava acostumado.
Poetisa Mj, em o2/07/2017.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A FERA

Na vida aprendi que a vida não é fácil para ninguém, pois carregamos dentro de nós uma tremenda fera ferida sem vida própria. São medos, incertezas, angústias, tristezas, dores, desamores, e é como fera que muitas vezes maltratamos e magoamos sem querer a quem nos quer bem, não olhamos para o outro lado, e nem tão pouco pensamos nas consequências dos atos praticados, só vemos o que está a um palmo do nosso nariz, e que se danem os demais, cegos e cheios de rancor, aí ficamos alheios, então quando nos damos conta, já é tarde, o outro partiu restando apenas saudade e muita dor, pois cada um sabe o que passa sem viver aquela farsa de ser um bom companheiro, porque ninguém quer ficar à toa, procura sempre outra pessoa para sair da solidão, e só em pensar na possibilidade da referida solidão absoluta, dói no peito e na alma de qualquer vivente, não tem jeito, e se a mesma solidão fosse tão boa, seria mais uma lepra de catapora, sarampo, coqueluche, todos se aproveitando da fraqueza humana, e é assim que ela começa do fio do cabelo até o dedão do pé, portanto, solidão, aí vai um conselho que se fosse bom não dava, vendia, porém não gosto de covardia, e nesse caso, faça-me um grande favor, saia, vá embora, de preferência para a ponte que kaiu, é melhor, e diga lá que nem me viu!
Escritora Mj, em 18/05/2017