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sábado, 3 de agosto de 2019

HÁ COMEÇO, MEIO E FIM.

Não há como esquecer o calor de um abraço num ombro amigo...bom fim de semana.
A sina de um coração sensível
Gera na imaginação o fulgor
Resistindo a forte emoção
Do último adeus ao amor.
Chora baixinho e em silêncio
Emitindo sons imperceptíveis
Retirados do sentimento.
Sem saber o que acontece
Gira no mundo sem parar
Buscando entender a situação
Que se alastra em alto mar.
Levando o sutil pensamento
Perde-se totalmente no ar
Na derrocada do afastamento ligeiro
Sem nenhuma despedida
Pousando em outro lugar.
Assim é a vida e sempre será
Existirá o começo e meio
Mas o fim só o tempo dirá...

Mj, em 03/08/2019.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

PORTA FECHADA

Por fim, quando partires, quem sentirá saudade de quem?
Porta escancarada,
Desmascarada em demasia,
Coloca a culpa no vento
Na agonia patente de repousar
Entre o pequeno espaço,
Foge escorregadia
No tempo que ela queria.
Fecha-se abruptamente por dentro,
Sem nenhum motivo aparente,
Formando um enorme vazio
Crescendo nas profundezas do infinito,
Dando vazão à mente.
Somente a porta amarela,
Não tem trava e nem tramela,
Mas num significado decente,
Comunicando a chegada da noite,
Avizinhando-se ao dia,
Com a máxima cautela,
De que nada é para sempre
Na vida daquela danada
Inchada pela maresia,
Até levar uma martelada
Deixando-a desalinhada
Para largar de ser besta!

Mj, em 23/04/2019.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

ÉS LIVRE PARA VOAR

Mas toda liberdade tem um preço...
A cor cinza da colina
Verde ou amarelada,
O brilho no olhar da menina
Na rua orvalhada,
Ouve a voz branda do poeta
Cortar estradas desconhecidas,
Pelas portas do destino,
Valendo-se do galho ao relento,
Balançando-se ao vento
Na fria madrugada.
Então triste e amargurado,
Sente o coração embaçado
Pelas angústias do passado,
Sem rumo e sem prumo,
Não chega a algum lugar
Com tanta gente apaixonada...

Mj, em 26/02/2019.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

COMUNICADO

Enquanto o tempo passa, a saudade vai tomando conta do pedaço...
Comuniquei ao patrão,
Que a saudade bateu forte,
E na semana que vem,
Retornarei pra o norte,
Entre o sertão e o agreste,
Do nordeste brasileiro,
Mas não tenho dinheiro,
Pra chegar lá de avião,
Viajarei no comboio do trem,
E encontrarei meu amor,
Filha de “cabra da peste”,
Homem macho sim, senhor,
Que mora por trás da serra,
Naquele torrão batido,
Porém é muito querido,
Daquela casa amarela,
Construída no quintal,
Na frente tem porta e janela,
Arrumada que é uma beleza,
Se alguém tiver a sorte de visitar,
Encantar-se-á com a natureza,
E de longe se pode avistar,
Um pé de goiabeira,
Vizinho ao pé de juá,
Protegendo a bananeira,
Que é pra ela não brigar,
Com o pé de fruta pão,
Namorado da ingazeira,
Plantado lá no roçado,
Onde tem milho e feijão,
E pra arrumar uns trocados,
Levarei pra feirinha do sertão,
Pois quero mesmo é trabalhar,
E tomar conta do cercado.

Mj, em 27/11/2018.

sábado, 10 de novembro de 2018

ADIÓS


Bom fim de semana a todos.
Gente, que horror,
Fui abandonado pelo celular,
Ele deixou um bilhetinho avisando,
Que a bateria descarregou,
Mudou-se para um lugar sossegado,
Sem deixar endereço certo,
E sem ter comunicação, coitado,
Pensando que eu ficaria,
Com meu coração abalado,
Todavia outro forte e potente,
Achegou-se de mansinho,
Um pouco acabrunhado,
Mas com muito jeitinho,
Falou para toda gente,
Morador do sul ao norte,
Que ocuparia o seu lugar!

Mj, em 10/11/2018.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A TRAMA DO TEMPO

O que te confiei com emoção
Meu coração não cansa de falar
Que já é noite dentro de mim
E logo mais ressurgirá a aurora
Na distante madrugada
Abro a porta devagar
Ouço a multidão na calçada
A dizer que o gigante 

Perdeu-se no tempo
De repente o espaço escureceu
Neste céu nebuloso
Pois tudo estava tramado
E na viagem sem volta
O vento encarregou-se 
De levar-te para o outro lado
Sem nenhuma explicação
Eu não queria 
Ser um encosto na tua vida
Isso dá desgosto por não entenderes
Da armação do barraco
O meu corpo tornou-se um caco
E nunca mais será viçoso
Por causa da minha rebeldia
Mas eu nunca desisti de ti
A tua voz continua vibrante
Nas plaquetas da sabedoria
O meu ouvido capta o som
Que trago guardado na memória
Mesmo que eu tente gritar forte
Não há força suficiente
Para dizer que valeu a pena
Um dia ter vivido cada momento
Ao teu lado meu amado
Peço-te que devolvas o luar
O qual se foi quando partistes
Devolve-me as manhãs ensolaradas
Pois os meus dias estão tristes
Devolve-me o brilho do olhar
Porque ele continua opaco
E o meu sorriso já não existe!

ACADEMIA VIRTUAL DE ARTES LITERÁRIA
Cadeira 24
Patrono: Luíz Vaz de Camões.
Acadêmica Maria José da Conceição (Mj), em 05/10/2017

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

LAR DOCE LAR

Vai e voa livre como o vento...
Flechado pelo amor
Alguém na multidão
Lia frases de carinho
Porém esse passou ao lado
E acenou discretamente
Num discurso acabrunhado
Lá se vai simplesmente
Quem um dia sorriu contente
De qualquer coisa banal
Quem um dia filosofou
Sem ser pedra ornamental
Quem um dia acreditou
No simples sonho dourado
Mas sentindo-se amargurado
Saiu de barco em barco a remar
Gritando um nome aparente
Do querer distante
Por toda costa do mar
Regressou com segurança
Aportando a revelia
Viu que tudo não passava
De uma enorme fantasia
E no caminho a procurar
Foi embora como chegou
Era então domingo
Naquele lar doce lar
O inverno não terminou
Mas dizem que já brotou
A rosa do outono
Sem chegar a primavera.

Poetisa Mj, em 30/08/2017.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

SILENCIOSO AMIGO

Grande amigo silencioso que ficava num cantinho esperando a minha chegada sem reclamar salvando-me da solidão, e eu nunca me encontrava sozinho, então para ti meu pequeno gigante que me compreendeu como ninguém, que teve a oportunidade de abrir a tua porta para que eu enxergasse um mundo diferente lá fora, o qual eu mesmo não acreditava que existisse, trouxeste-me grandes conhecimentos num aprendizado perfeito, deixando que outras pessoas adentrassem na minha humilde moradia fazendo amizades construtivas, aí bastava tocar numa tecla, escrevia, gravava e guardava os meus pensamentos, poemas, poesias, contos, sentimentos, as histórias tristes e outras alegres, levando as letrinhas pelo mundo afora junto com as minhas imagens e outras fotos numa verdadeira prosa, inclusive as minhas canções silenciosas, sem falar que tu conhecias muito bem como eu sou, inúmeras vezes brigamos quando eu mesmo não conseguia te compreender, no entanto participaste ativamente das minhas conquistas e derrotas sem nada pronunciares, apenas concordaste grande companheiro que o tempo e o suor do rosto deu-me como valioso troféu, e agora com carinho, afirmo em alto e bom som que fizeste parte do meu viver, pois foi através de ti que bati em outras portas a fim de captar novidades e sabedoria com uma enorme proeza de vida e fé, e foi contigo meu companheiro diário, que muitas vezes encontrei uma palavra de conforto e luz divina me guardando e amparando, fazendo-te nesta tarde esta pequena homenagem, portanto não canso de falar que aqui vivemos nós três: Deus, tu e eu meu computador, porém tu sabes muito bem que um dia tudo acaba porque não somos donos de nada, e assim me despeço com o meu cordial obrigado pelo tempo que passamos juntos, dividindo o mesmo espaço.

Escritora Mj, em 28/04/2017

domingo, 23 de abril de 2017

O AMOR DEIXA SAUDADE

Rei do mar é o tubarão, e na terra é você que ocupou meu coração!
Acredite, pois
O amor não tem cor e nem idade
Mas quando acontece
É um tiro certeiro
Na direção da gente apaixonada
Falo isso com sinceridade
Para que meu bem não ouça 

E nem veja que o amor deixa saudade
É tão profundo que dói na alma
O peito fica arrebentado
O coração despedaçado
Pede um beijo 
Na hora da despedida.
Poetisa Mj, em 23/04/2017