Mostrando postagens com marcador ESCRITORA MJ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESCRITORA MJ. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de março de 2018

Ô, PAPAI!

Vi no rosto a alegria do peixe, no olhar a poesia da chuva na mente desencontrada do ovo...Ops! Boa tarde.
- Nossa, olha quanta chuva a cair!
- Que chuva, onde, quando, como?
- Ô, papai, ô papai!
- Não estás a ver a quantidade de peixes.
- Que chuva, que peixe, onde?
- Ô, pai!
- Corre, pega a rede!
- Que rede, que ovo, onde chove, como, quando?
- Peixe ou ovo?
- Ô, pai, papai, ô!
- Chuva, ovo, peixe, onde?
- Quem é teu pai, eu?
- Adeus!
- Já vais?
- Ô, pai!
- Quem, eu ou o ovo?
- Que peixe, cadê a chuva?
- Ô, papai!
- Onde chove?
- Ô, papai!
- Vige, não sei quem é mais louco, fui!

Maria José (Mj), em 18/03/2018.

segunda-feira, 12 de março de 2018

A NECESSIDADE E A FARTURA

É na hora da necessidade que encontramos a amizade verdadeira...Boa noite.

Um dia a dona Necessidade vendo-se agoniada procurou a amiga Fartura para conversar, porém esta não abriu a porta e da fresta da janela respondeu que ela fosse chorar seus lamentos noutro lugar, pois não tinha tempo para perder com gente fracassada, então a Necessidade desolada baixou a cabeça e saiu a caminhar na estrada, refletindo de quantas vezes necessitou de um ombro amigo, alguém que pudesse ouvi-la para que tivesse um pouco de alegria na alma, porém carregava o rei na barriga, o orgulho e a própria cegueira eram tão visíveis, que ela mesma esquecera-se de parar um pouco os afazeres, a fim de ajudar a outros nos momentos de agonia, bastava uma palavra amiga, um abraço já aliviaria a dor do próximo que tanto precisava, e agora ela sentia a rejeição na pela, descobrindo que só se encontra a verdadeira amizade na hora da real necessidade, assim, ela pode retirar a trava dos olhos, porque tudo se tornou claro como o nascer da aurora.

Escritora Mj, em 12/03/2018.

terça-feira, 18 de julho de 2017

PENSAMENTO DE OTIMISMO

Muitas vezes acordamos nos sentindo tristes e derrotados, sem coragem de levantar e encarar o mundo lá fora, pois o medo tenta tomar conta do nosso subconsciente e necessitamos do incentivo de alguém, um olhar, um ombro amigo e uma palavra de conforto porque o desânimo quer nos pregar uma baita peça, então é nessa hora que precisamos ser fortes, pois as frustrações de não termos, ainda, conseguido alcançar o alvo, as tristezas e as atribulações fazem parte e passam como tudo nesta vida, e não adianta ficarmos preocupados com o amanhã, ele não nos pertence, até porque para cada dia já temos as nossas próprias dificuldades, portanto, vamos procurar viver o hoje, mas para que isso aconteça, é preciso que deixemos o amor brotar nos nossos corações, proclamando a paz na terra e aos homens de boa vontade, a união com harmonia, lembrando sempre de que nunca estamos sozinhos, há um ser superior olhando por nós e nos amparando, e pelo que eu saiba Deus não arrumou as malas e saiu de férias, Ele continua no mesmo lugar, nos dando as condições necessárias para vivermos dignamente e um dia de cada vez, no entanto, nós somos seres ingratos, temos tudo e nos esquecemos de agradecer por todos os benefícios recebidos. Abraços fraternais.
Escritora Mj, em 18/07/2017.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

MENSAGEM DE OTIMISMO

Uma semana repleta de bons fluidos, bom dia!
Ao acordar, abra a janela e veja o nascer do sol com seus raios multicolores, porque ele faz diariamente o seu papel enviando pensamentos positivos incansavelmente, dando esperança ao mundo e renovando a natureza, tornando sonhos em realidade, portanto agradeça pela oportunidade de estar vivo, da visão perfeita, pelas mãos para produzir o alimento diário, buscando força dentro de si, e para fazer as coisas acontecerem, faz-se necessário jogar fora a tristeza, colocar um belo sorriso no rosto e ir à luta em busca dos seus objetivos, pois uma coisa é certa, aos poucos, com certeza vai concretizando cada um deles com espírito empreendedor, com garra e determinação, igual uma águia voando no espaço, porém sempre vigilante, e mesmo existindo diversos obstáculos pelo caminho, se tiver de cair, caia, mas tenha a hombridade de levantar, erga firmemente a cabeça, siga em frente sem medo do amanhã, e não desista, porque só é feliz o homem que aprende com seus próprios erros, lembrando de que o mapa já foi traçado e jamais poderá ser modificado.
Escritora Mj, em 19/06/2017.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

TRAUMA DA INFÂNCIA


Na mente ainda vê-se os resquícios do passado...

Olha para o tempo sem sol e vê com clareza a consistência exuberante mostrando a sua real beleza, porém um silêncio total vem se aproximando, não tarda e as nuvens aparecem sombrias escurecendo com suas cores o verde campo da cidade. Há trovão e relâmpago cortando o céu, então chove molhando a terra seca do agreste e sertão renovando a esperança para os moradores, e esse é apenas um fenômeno da natureza, mas o medo é tão grande que assola impaciente, deixando fugir o sangue e doer o peito, aí vai crescendo a preocupação, o coração sente a mudança e começa a bater num ritmo acelerado e descompassado, já as pernas bambeiam e não se sustentam em pé. Maldito trauma da infância! Vai, corre, esconde-te! Diz o inconsciente, daí o corpo treme nas bases, no entanto a cabeça não pensa, e a mulher chora copiosamente. Anda, esconde-te! Insiste a mente. Fica...espera, já, já, passa! Quem fala é a voz da razão.

Escritora Mj, em 15/06/2017-Traumas

sábado, 3 de junho de 2017

REDOMA DE CRISTAL

Nessa redoma, é cada um por si e Deus por todos...Bom final de semana.
O mar tem encontros fortuitos com os rios, e juntos despejam suas águas no oceano, já os animais aquáticos, eles precisam dessa mesma água para continuar vivos pelo dobro do tempo necessário, e do ar para respirarem aliviados, e eles nadam ao lado do companheiro sem se importarem com as adversidades existentes. As aves voam e cantam em bando no infinito deixando a natureza mais colorida, elas sentem-se seguras e confortáveis porque sabem que não estão sozinhas. As árvores são plantadas alguns metros distantes umas das outras para não se engalfinharem a fim de saberem qual delas é a melhor, porém se unem com o mesmo objetivo, a produção do pomar. Os animais terrestres para não se perderem caminham juntos na imensidão da terra, aonde um vai o outro acompanha formando um novo bando. No palácio, o soberano rei não governa sozinho, ele precisa ter a companhia da rainha para lhe dar força nas decisões tomadas. O amor e o ódio são tão diferentes, mas eles possuem quatro letras e características diversificadas, entretanto os mesmos permanecem juntos, sabendo que o primeiro tem a semente boa, já o segundo é uma tremenda treta, no entanto, esse mesmo amor que encanta tanta gente pelo caminho afora ás vezes é mal interpretado pela boca de quem o pronuncia, e apesar de existir na essência de cada pessoa, muitas vezes ela não sente essa mesma semente crescer e criar raízes no coração, pois se sentisse como fala abertamente, o mundo seria mais mundo, não haveria guerra, ódio, dor e nem veríamos o sangue do irmão derramado. E quanto a nós, simples seres humanos, estamos vivendo, a cada dia que passa, mais separados uns dos outros, sem nos importarmos com os sentimentos alheios, porque dirigimos nossas vidas sem limites, e com demasiada velocidade que esquecemos de fazer uma parada obrigatória no acostamento da própria vida, e não damos tempo a nós mesmos, nem as palavras, nem ao amor propriamente dito, e muitas vezes esquecemos de dividir nossos pensamentos positivos com quem tanto precisa deles, e assim, vamos permanecendo solitários dentro de nós mesmos, igual redoma de cristal, longe de tudo e sem companheirismo, é cada um por si e Deus por todos.
Escritora Mj, em 03/06/2017.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

COISAS DO SERTÃO

Poema extraído do livro O Universo de Maria, desta escritora alagoana.
Descrever o sertão, não é fácil
Tem de tudo e um pouco mais
Talvez por ser diferente de outros locais 
Vamos ver o que sai
Tem mulher bonita, formosa 
Elegante, faceira, homem decente
Vaqueiro vestido de gibão 
E chapéu de couro, sem besteira
Tem palmeira, sabiá, canto, poesia, professor 
Da viola ao trovador
Artista de cinema, cantor
Jornal, televisão, escritor
Zé do Rojão 
Pra quem quiser saber quem foi
Pandeiro, bandolim, sanfona, 
Violão, pimenta, carvão 
Pra ver até onde aguenta, sem vergonha
Fevereiro tem carnaval 
Pro povo brincar aliviado
Coco, bambu, cipó de pau 
macaxeira, carro de boi
Carroça de burro 
Fazendeiro, algodoeiro, usineiro
Jabuticaba, jaca, melancia 
Manga de todo jeito
Se um dia quiseres vir passear 
Disso tudo provarás
Sem falar nos mananciais, praias maravilhosas
Porque aqui é a terra dos marechais, sem faltar
Em junho tem milho assado 
Cru, cozinhado, pamonha
Canjica, batata doce, tapioca 
Mungunzá, bom demais
Feijão verde na roça e na feira 

Também irás encontrar
A fogueira é feita com lenha

E acesa às 18:00 horas em ponto
Há quadrilha pra todo lado 
Roda de coco, xaxado
Bananeira, amendoim, maçã 
Caju, castanha, juazeiro
Goiaba, capim, cana, fumo, candeeiro 

Acredite ou não
Também tem Maria Bonita e Lampião

No Nordeste brasileiro
Tem paçoca, rapadura
Pé de moleque, tabuleiro
E não falta poleiro pro galo poder cantar
Doce, cocada, beiju, sarapatel, carne de porco
Siri, camarão, caranguejo 
Buchada de bode, pirão
Tripa assada, mocotó 
Feijoada, quentão, misturada
Raspa de queijo, quebra-queixo, brasileira
E pra terminar a
firmo que os nordestinos 
São bons e hospitaleiros
O convite tá feito, sim, senhor, venha pra cá
Eu mesmo mostrarei todo lugar!

(Mj, em 15/09/2014)

Poetisa e escritora Mj, em 02/06/2017.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

FRAGMENTOS DO PASSADO

Nem tudo que reluz é ouro...Boa semana para todos.
Quantas vezes me pego a pensar na liberdade de andar e correr pelos campos sem medo, brincar livremente nas calçadas com bonecas de pano ou feitas com sabugo de milho, juntar-se as demais crianças, fazer roda de cirandinha, esconde-esconde, jogar bola, caçar ovos das patas nas lagoas, subir nas árvores de pequeno e grande porte para colher frutos, e as mais preferidas eram caju, manga, jabuticaba e pitomba, de adentrar nos currais e ver os vaqueiros da época tirar logo cedo o leite das vacas, então me aproximava, eles pegavam meu copo, enchiam e eu bebia me lambuzando toda, e saía dali feliz, depois seguia para as casas de farinha a fim de comer beiju bem quentinho, e como se não bastasse ver tantas guloseimas, ainda comia um prato de macaxeira com carne de porco, que de vez em quando dava uma reviravolta nas tripas, mas valia a pena. Quantas vezes me pego pensando nos bons tempos da infância, na felicidade simples de outrora encontrada em cada canto e no rosto das pessoas cumprimentando uns aos outros expressando um sorriso jovial. Quantas vezes me pego a pensar no respeito que os mais velhos faziam questão de nos ensinar desde muito cedo, mesmo através de palmatória e alguns castigos da época, e sem modéstia, nós sabíamos nos comportar nas escolas e em qualquer lugar, de conhecermos e cantarmos os hinos: Nacional, da Bandeira, do Estado e do Município, numa organização moral e cívica maravilhosa, e esse mesmo respeito, substantivo masculino que se refere ao ato ou o efeito de respeitar-se, bem como atitude necessária para favorecer a convivência na família, no trabalho, na comunidade, servindo de estreitamento nos laços de amizades, aceitando as diferenças, percebendo que cada pessoa tem o livre arbítrio de escolher ser quem ela realmente quer ser, na forma de pensar, agir, escrever, opinar, porém, nos tempos atuais torna-se difícil quando se quer ter razão a qualquer custo, ou quando se supõe, frente a qualquer ponto de vista, que a própria postura é a única possível, sem usarem o bom senso, e sem terem consideração e apreço pelo próximo, sendo preconceituoso em desfavor da etnia, das crenças, e de tantos outros, e tudo isso dói nas plaquetas da sabedoria, portanto, antes de julgar, é preciso se inteirar dos fatos, pesquisar e ler a fim de ficar por dentro da história e das notícias, para depois pensar se deve ou não, seguir adiante, pois recordar é preciso, e o mais belo é reviver cada momento, porque a estrada tem começo, meio e fim, e todos nós temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias. Enfim, hoje fico a chorar de tristeza nos soluços da madrugada que só eu mesma posso ouvir, bem como nos lamentos do meu pranto enchendo de saudade este pobre coração sofrido, em saber que só restam as boas lembranças dos tempos idos.
Escritora Mj, em 28/05/2017.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

A FERA

Na vida aprendi que a vida não é fácil para ninguém, pois carregamos dentro de nós uma tremenda fera ferida sem vida própria. São medos, incertezas, angústias, tristezas, dores, desamores, e é como fera que muitas vezes maltratamos e magoamos sem querer a quem nos quer bem, não olhamos para o outro lado, e nem tão pouco pensamos nas consequências dos atos praticados, só vemos o que está a um palmo do nosso nariz, e que se danem os demais, cegos e cheios de rancor, aí ficamos alheios, então quando nos damos conta, já é tarde, o outro partiu restando apenas saudade e muita dor, pois cada um sabe o que passa sem viver aquela farsa de ser um bom companheiro, porque ninguém quer ficar à toa, procura sempre outra pessoa para sair da solidão, e só em pensar na possibilidade da referida solidão absoluta, dói no peito e na alma de qualquer vivente, não tem jeito, e se a mesma solidão fosse tão boa, seria mais uma lepra de catapora, sarampo, coqueluche, todos se aproveitando da fraqueza humana, e é assim que ela começa do fio do cabelo até o dedão do pé, portanto, solidão, aí vai um conselho que se fosse bom não dava, vendia, porém não gosto de covardia, e nesse caso, faça-me um grande favor, saia, vá embora, de preferência para a ponte que kaiu, é melhor, e diga lá que nem me viu!
Escritora Mj, em 18/05/2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A FLORESTA DA VIDA

Uma planta para sobreviver ás tempestades no jardim, necessita da água, da terra, e do nosso carinho, bem assim é a vida, ela é feita de entregas e compartilhamentos uns com os outros, bem como das vivências adquiridas através do tempo elevando mais e mais os nossos conhecimentos em prol do bem comum, uma vez que agimos dentro dos padrões convencionais, tendo um bom procedimento sem jamais querermos prejudicar o próximo, cumprindo assim os valores estabelecidos na sociedade em que vivemos, pois somos responsáveis pelas nossas ações com liberdade de voarmos em busca de novos horizontes, e a maior recompensa que podemos ter, é ver o brilho de satisfação no olhar como forma de reconhecimento do tesouro da humildade, então que sejamos benditos guerreiros porque a floresta da própria vida esconde mistérios sagrados aos olhos do homem.
Escritora Mj, em 10/05/2017

sexta-feira, 28 de abril de 2017

SILENCIOSO AMIGO

Grande amigo silencioso que ficava num cantinho esperando a minha chegada sem reclamar salvando-me da solidão, e eu nunca me encontrava sozinho, então para ti meu pequeno gigante que me compreendeu como ninguém, que teve a oportunidade de abrir a tua porta para que eu enxergasse um mundo diferente lá fora, o qual eu mesmo não acreditava que existisse, trouxeste-me grandes conhecimentos num aprendizado perfeito, deixando que outras pessoas adentrassem na minha humilde moradia fazendo amizades construtivas, aí bastava tocar numa tecla, escrevia, gravava e guardava os meus pensamentos, poemas, poesias, contos, sentimentos, as histórias tristes e outras alegres, levando as letrinhas pelo mundo afora junto com as minhas imagens e outras fotos numa verdadeira prosa, inclusive as minhas canções silenciosas, sem falar que tu conhecias muito bem como eu sou, inúmeras vezes brigamos quando eu mesmo não conseguia te compreender, no entanto participaste ativamente das minhas conquistas e derrotas sem nada pronunciares, apenas concordaste grande companheiro que o tempo e o suor do rosto deu-me como valioso troféu, e agora com carinho, afirmo em alto e bom som que fizeste parte do meu viver, pois foi através de ti que bati em outras portas a fim de captar novidades e sabedoria com uma enorme proeza de vida e fé, e foi contigo meu companheiro diário, que muitas vezes encontrei uma palavra de conforto e luz divina me guardando e amparando, fazendo-te nesta tarde esta pequena homenagem, portanto não canso de falar que aqui vivemos nós três: Deus, tu e eu meu computador, porém tu sabes muito bem que um dia tudo acaba porque não somos donos de nada, e assim me despeço com o meu cordial obrigado pelo tempo que passamos juntos, dividindo o mesmo espaço.

Escritora Mj, em 28/04/2017

segunda-feira, 24 de abril de 2017

MURRÃO, O GATO

Bem que diz o ditado: fazer juízo errado é trapaça, o importante é ser direito!
Certa vez estava mal, sozinho e sem ter com quem conversar, aí apareceu um bichano no meu quintal, porém como não o conhecia pedi que se retirasse porque este não era o seu lugar, mas com tanta insistência acabei aceitando a sua companhia. - Eita valha-me São Francisco de Assis, protetor dos animais, até para pedir comida tu choras igual criança, e mesmo com a pança cheia não podes ouvir bater num prato, eu já não aguento mais, e de tanto ouvir o teu miado numa grande latumia, o teu nome será Murrão porque tu és um grande turrão! Ele se fez de rogado e depois para me tapiar balançou a cauda peluda para lá e para cá. - Um dia falei, Murrão tu toma tenência que te ponho daqui para rua! E ele respondeu que não precisava daquela violência, aí saltou com a artilharia, - Quem és tu que me apontas o dedo com a tua verdade nua e crua? Tu vives me dizendo que eu sou brigão, mal educado, grosseiro, malcriado e tosco, mas isso é o que vês por fora e tu não procuraste saber da minha agonia de enfrentar leões por dia ao redor deste torrão, é o que dá fazer juízo errado de quem não conhece, no entanto tu sabes que sou polido, delicado e cuidadoso, atencioso, comedido e muito bem criado, vês a casca por fora, e o coração por dentro tu não enxerga. - Oh, Murrão diz isso não, eu respondi, te dei casa e aconchego, um prato de comida e para dormir um sofá, e agora tu queres brigar comigo, vem cá, meu nego e deixa isso para lá, simbora viver a vida que nos resta porque de briga o mundo já tá cheio, e eu não vou te abandonar!
Escritora Mj, em 24/04/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

INESQUECÍVEIS MEMÓRIAS

As doces e inesquecíveis memórias escritas nas páginas da vida...
Na areia deserta desenhei vários castelos então soprava um vento forte e eles se desmanchavam como num passe de mágica, e o que me restava era apenas chorar desolada num cantinho por causa daquela construção inacabada, porém continuava firme nos meus propósitos, e minha pobre mãe quando via e ouvia o meu choro vinha ao meu encontro para me consolar com palavras doces, - Por enquanto, minha filha, dizia ela, você ainda é uma criança numa miniatura de gente, mas quando crescer tenha cuidado, porque passará em vários jardins proibidos da vida e no momento certo saberá o que estou a dizer, entretanto haverá uma luz no fim do túnel a qual iluminará seus caminhos e daqui uns tempos, talvez chegue a ser a própria cinderela louca adormecida através de um feitiço, mas com certeza acordará na hora certa; que você crescerá e os seus fantasmas continuarão rondando por perto; que o céu será o limite para os seus anseios, e quem sabe poderá vir a ser uma cantora renomada para emocionar o mundo, ou mesmo a si própria, e um dia chegará a algum lugar e as letras serão as suas companheiras inseparáveis, porém não se preocupe, pois aparecerá sempre uma mão amiga lhe amparando e lhe livrando dos perigos, então meu anjo, quando chegar o dia certo, não desperdice essa chance, agarre com unhas e dentes e lute feito uma leoa para defender o que é seu por direito, porque é essa chance que lhe levará ao futuro; respeite e reconheça para ser respeitada e reconhecida, uma vez que nada é para sempre, somos apenas uma nuvem passageira neste mundo e nunca desista de lutar e acreditar nos seus sonhos apesar das faíscas do fogo ardente, e eu o que tenho a lhe oferecer são os seus estudos, até quando e onde você puder chegar, porque esse será o seu brilhante futuro num legado que ninguém poderá lhe tirar, e muito em breve não estarei mais aqui para ver a pessoa que você se tornou. - Sua mãe era uma verdadeira sábia, minha amiga, falei, resta saber se você seguiu direitinho todos os conselhos que recebeu. - Ah, meu amigo, respondeu Thátila, ainda não cheguei ao fim da estrada e aqui estou eu sonhando alto novamente, e para falar a verdade não fui cantora, não sou atriz de cinema e nem da televisão, sou apenas eu mesma, uma mulher que nunca esqueceu seu passado e nem as suas raízes, e como mamãe costumava dizer na sua profecia, encontrei várias pedras no caminho, caí, levantei, ergui e ergo a minha cabeça todos os dias e vou seguindo em frente sem medo, porém do meu jeito simples porque o mundo é um grande teatro e devemos estar preparados para cada ato que é apresentado, no entanto cada vez que pego na caneta e no papel, vou descobrindo um reino encantado e escrevendo a minha trajetória nas páginas da própria vida como doces e inesquecíveis memórias. O telefone móvel tocou e num movimento brusco olhei para o céu e vi as nuvens carregadas cobrirem todo o infinito, a qualquer momento podia chover e não estávamos em local seguro, aproveitei e me despedi de Táthila com um até breve porque precisava assimilar a nossa conversa.
Escritora Mj, em 20/04/2017

domingo, 16 de abril de 2017

PRA ONDE O SENHOR VAI?

Lembranças do passado que permanecem guardadas na memória...
Incandeia, gigante, incandeia os sentidos da aurora retumbante, incendeia os sentimentos reprimidos porque vivi em um tempo de glória, deixando explodir de momento, e agora relembrando os tempos da infância idade em que as crianças são curiosas, as coisas, as pessoas, os animais, as plantas, enfim, não tinha nada que passasse despercebidas das suas visões de raio x e nem dos seus ouvidos apurados, também naquela época quase não existia a tecnologia, o telefone residencial só servia para quem tinha poder aquisitivo maior e na capital, e no interior televisão para o pobre nem pensar, um bicho de sete cabeças, luz elétrica alguns tinham nas suas casas, outros não porque ultrapassava as despesas, então à noite acendiam-se os candeeiros a vontade, e no verão os pais estendiam as esteiras nas portas das casas para prosear com os vizinhos, nas ruas não existiam calçamento, via-se muito barro, areia, buracos e quando chovia a meninada fazia festa na lama e depois corria para tomar banho nas biqueiras das casas, podia-se brincar livremente de boto, casinha, esconde-esconde, bola na mão e no pé, cantar nas rodas de cirandinha, sentar aos pés dos mais velhos e ouvir as suas história mirabolantes, faz de conta e muito mais, porém quando a criança se tornava maluvida, ou seja, teimosa, a mãe gritava,- Lá vem o Beleza! Ou então, - Olha o Chupetinha aí! Caramba, não ficava ninguém na rua, cada um procurava a sua casa. Beleza e Chupetinha foram duas figuras folclóricas que realmente existiram, passavam nas ruas regularmente, entretanto não mexiam com ninguém, a não ser que algum moleque dissesse alguma coisa errada, então vinha o xingamento do outro lado, mas naquele tempo os pais faziam tanto medo aos filhos que eles cresciam acreditando que os referidos senhores pudessem fazer algum mal, e isso nunca foi verdade, só vimos perceber essas coisas após a maturidade, o primeiro andava todo sujo, roupa velha, rasgada, um saco pendurado nas costas cheio de tranqueiras que encontrava nas ruas, e não deixava de carregar no ombro um feixe de lenha, ele tinha uma barba comprida e esbranquiçada que descia até a cintura, usando na cabeça um chapéu muito velho, já o Chupetinha, um homem de certa idade andava com uma chupeta na boca, dizem que ele era ruim das ideias, e até hoje nunca soube os seus verdadeiros nomes sem falar na mulher que servia de guia para um cego pedir esmolas, e se por acaso ela parasse, ele falava, - Olha, o sirviço, Lurdes! Também tinha a “Maria Topada” que metia medo e uma vez encontrando com ela cara a cara quase morri de susto, nem sei como consegui retornar para casa, só sei que tremia muito e não me aguentava nas pernas, agora existia um cidadão por alcunha de “Zé Aleijado” que quando ouvia pronunciar o nome dele eu tapava as orelhas, e por incrível que pareça até hoje sinto arrepios no peito, o pobre homem já nascera defeituoso do corpo, era um exímio sapateiro e a varanda da sua casa servia de budega, e de parada dos viajantes que chegavam das redondezas, montados em cavalos, carroças, carros de boi, etc, porque ali eles amarravam os seus animais, ingeriam um gole de pinga e saiam para comprar mercadorias na feira livre, depois retornavam, pegavam os seus animais e iam embora como chegara, e naquela época para ir à escola mais próxima só tinha duas opções, uma mais rápida na frente da casa do senhor acima referido e a outra, tinha que passar por baixo de arames farpados, atolar os pés no lamaçal, atravessar plantações de capim até alcançar o prédio do grupo escolar, e esse era o caminho escolhido, vejam só o que o medo não faz com a gente. Muitas décadas depois, retornando ao lugar de origem, já refeito dos sustos, e numa noite de verão ele foi convidado para uma festa na casa de uma amiga a qual fazia anos que não a via pessoalmente, e nessa empreitada acompanharam outros dois amigos, e lá vai o jovem bem faceiro, acreditem ou não estancou no meio do caminho como um animal acuado porque tinha que passar na frente da casa do homem que lhe metia medo,  - Desisto, dusse ele, não vou mais para essa festa! - Ora, você chegou até aqui conosco e agora quer desistir, não vai fazer isso, estamos juntos, vamos embora! - Não tem quem me faça passar na frente da casa do “ seu Zé Aleijado”! - Ah, é isso! Então você não soube, o homem faleceu há muitos anos, responderam os amigos, derrubaram a casa dele, veja, apontaram com o dedo, hoje o local agora serve de entrada para chegar até aquele condomínio, e nós pensávamos que você já tinha superado os seus medos da infância. - Ledo engano, falou, alguns consegui superar sim, há muito custo, mas esse estava adormecido e agora acordou a todo vapor, mesmo assim os amigos o agarraram pelo braço, então resolveu fechar os olhos e atravessear a avenida, porém até hoje não passou mais lá, pelo menos sozinho, segundo ele, mas deixando os “entretantos”, retorna ao local de onde parou, pois bem, quase todas as noites eu saia ao encontro de amigos para nos divertimos um pouco e num determinado endereço, fazia questão de parar, pois o senhorzinho quando me via ficava alegre e me convidava para ver a televisão nova que comprara, e ele dizia assim, - Entre pra dento, meu fio, simbora vê o jorná qui já devi de tê começado, vô ligá no canaro sete pra mode vê se num tá fora do aro, eu ficava alegre com o convite feito, entrava e me sentava em um enorme sofá de madeira, então ele ligava a televisão que chuviscava muito e sentava-se ao lado numa cadeira de balanço bem antiga, mesmo assim ouvia o repórter dizer, - Boa noite! - Boa noite meu amiguinho, respondia o senhor, aquilo era inusitado, e eu não perdia a oportunidade de ver uma cena tão inusitada, seu Januário fazia questão de responder o boa noite do repórter. - Meu fio, dizia seu Januário, ele mim cunhece já fais muitos anos, e toda noite me comprimenta! - Ah, tá certo, eu respondia, pois não era doido dizer o contrário, e nessa mesma pequena cidade do interior morava outro senhorzinho, magrela, viúvo, cabelos branqueados pelo tempo, brincalhão com as pessoas, de bem com a vida, e uma vez por mês, saia de casa todo engomado para resolver negócios pendentes, desfrutando da companhia da sua filha mais nova que o acompanhava, os vizinhos, quando o viam arrumado, perguntavam, - Pra onde o Senhor vai? Ele respondia empolgado, - Ara, vô buscá o meu carneiro do inapecite! Na realidade, o referido senhor saia em busca do carnê do INPS-Instituto Nacional da Previdência Social hoje, INSS-Instituto Nacional do Seguro Social, porém ele estava aposentado e nem precisava do referido carnê. Lembrei também do “Pisa na Fulô”, homem trabalhador, alegre, alto, careca, gordo e barrigudo, que aos domingos vestia o seu terno preto, impecável, botava a bíblia embaixo do braço sem esquecer o guarda chuva preto o qual servia de bengala e seguia para a igreja, tinha um andar engraçado que as crianças conseguiam imitar direitinho, e eu, claro, era uma delas, por isso não perdia a oportunidade de imita-lo, ainda bem que ele não ficava incomodado com as imitações, pelo contrário, ria muito alto e nos incentivava, e por falar em igreja, disse ele, naquela época os vestidos das mulheres eram rodados cobrindo até o calcanhar e assim elas participavam das missas campais e acompanhavam as procissões, gostavam de sentar na praça, nossa, eu, muito moleque, juntava-me com os outros e amarrávamos as pontas das saias uma das outras e quando elas se levantavam não conseguiam andar direito e algumas até tropeçavam, sem falar que estavam cantando o “bendito louvado seja”, aí elas aproveitavam a deixa e nos davam a resposta certeira, - Mininos, fios duma égua, vão amarrar a saia da sua mãe, e sem perderem a classe continuavam a ladainha do bendito, coitadas das nossas mães que jamais desconfiaram das nossas travessuras feitas em cada esquina com direção certa, mas chegamos á maturidade propriamente dita, e cada um de nós tomou consciência de que é preciso olhar a vida de outra maneira, sem deixarmos de lado as alegrias do distante passado que permanece na memória. Após anotar no caderno a história do meu amigo Juca, agradeci imensamente por ter sido o escolhido para fazer esse conto.  


Escritora Mj, em 16/04/2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

GRATIDÃO

A Ti Senhor, rendo as devidas graças, e agradeço imensamente pela oportunidade dos meus olhos perfeitos enxergarem o quão linda e maravilhosa são as Tuas obras, pois como idealizador, arquiteto, engenheiro e construtor desta imensidão, Estás sempre nos amparando embaixo do véu das nuvens ou do límpido azul deste céu infinito, abrindo portas e acolá outras janelas a fim de que a luz do conhecimento ilumine a clareira da inteligência através da mente para criarmos, fazendo com que a mãe natureza nos dê o que precisamos porque no verde campo desta terra podemos retirar o alimento sagrado para as nossas vidas através do ar, da água, do pomar, do roçado, da pesca, da caça, da palhoça embaixo dos arvoredos para nos abrigar do frio; que em retribuição possamos espalhar o amor do nosso irmão Jesus Cristo que venceu a morte e está em todo lugar, porque Ele é o verdadeiro Rei dos reis e a Luz da luz que ilumina os nossos caminhos não nos deixando fraquejar, porém se cairmos, que tenhamos a coragem de assumir nossos erros, pedindo perdão, levantando a cabeça e seguindo em frente num novo recomeçar. Que assim seja.
Escritora Mj, em 14/04/2017

quarta-feira, 22 de março de 2017

FLORES NO JARDIM

Água no planeta é um problema meu, seu e nosso.
Ainda que o vento sopre a favor do monte, cá estarei esperando que ele venha soprar no horizonte.

Ainda que hoje me falte forças para lutar, com toda certeza amanhecerei na guerra e sairei vitorioso.

Ainda que a noite teime em me assombrar, haverá um novo dia renascendo e a alma transbordará de alegria.

Ainda que o inimigo constantemente esteja me afrontando, terei sempre uma mão amiga me amparando.

Ainda que acorde sem vontade de andar, sei que uma força maior estará me incentivando.

Ainda que, em segundos, invada-me a tristeza, sendo a causa pensamentos inconstantes, mesmo triste sorrirei, encantando a natureza.

Ainda que existam obstáculos no caminho, não me curvarei e com cantos colossais, asas esvoaçantes, e levando no bico uma flor, encontrarei o amor de terras distantes.

E se a vida no momento me faltar, em outra vida terei uma nova chance para recomeçar.

Escritora Mj, em 22/03/2017

terça-feira, 14 de março de 2017

SINFONIA DOS PÁSSAROS

Se a estrada é longa 
E tem pedras a rolar
Não desista dos sonhos 
E continue a caminhar
Ninguém falou que era fácil seguir
Ninguém falou que era fácil atravessar
Então pega tua cruz sem reclamar
Segue esta luz e continua a caminhar.
Acordo e vejo a sintonia dos pássaros
No canto da chuva caindo do céu
Molhando a poeira do chão
E trazendo alento para plantar
A suada semente com muita alegria
Quando ela cresce e começa a brotar
Exala perfume enrolada no véu
Entre canteiros me perco nas flores
Nas cores dos mares amores certeiros
Palavra ao vento levando os rancores
Sussurra descrente os seus ais ao léu.

Escritora Mj, em 14/03/2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

OLVIDAR DA PRIMAVERA

No olvidar da primavera
Leve e mansa se faz a noite
Tendo o vento como açoite
Na profundeza do ser
Mas quando perde a razão
Quer em algo acreditar

Pra poder se apegar
Ter o brilho do olhar
Ouvir a voz flutuar
Dentro do coração
Cansado de sofrer
Pois esse era o desejo

De quem queria amar
Igual o canto da cotovia
E na tristeza do pranto
Pergunta a voz que silencia
Onde está o bem querer?

Escritora Mj, em 13/03/2017

sexta-feira, 10 de março de 2017

DESEJOS JUVENIS

Ninguém falou que era fácil seguir e atravessar o deserto dos sonhos desfeitos.
Já fui homem pequenino
Tendo sonho de menino
Andava pelo caminho
Como um eterno aprendiz
Queria desbravar morros e enseadas
Apenas com um pedaço de giz
Tropeçando então quase caí
Mas passei a infância tentando
Os meus desejos juvenis.
Ledo engano quando cresci
Pois eles de repente desapareceram
E rente á estrada que passei
Vi furar o chão do agreste
Em pleno sertão do Nordeste
Dois poços se avizinharam
E a água dali não brotou.
Deparando-me tristonho
Sentei-me na serra quente
E do alto vi com leveza
A beleza exuberante
Encantando a natureza.
Olhei pro céu de repente
Procurei a força interior
E numa súplica desesperada, roguei
Oh, meu Senhor, protegei a nossa sorte,
E de quem espera por milagre!
Deus proteja as nossas flores
Espalhadas no planeta
Com tantos nomes e cores
Pois são elas que trazem alento
Distribuindo perfume como unguento
Para os amores.
Deus proteja nossos campos
Que por falta de irrigação
Hoje choram o pranto
Da quentura da terra
Sem poder gerar a semente
Da alimentação.
Deus proteja a floresta
Que um dia serviu de abrigo
Aos animais de pequeno e grande porte
Porém hoje se encontra vazia
Por causa da destruição
E do fogo que corrói
Não havendo mais habitação.
Deus proteja as aves de arribação
Que com seus voos rasantes
E num cantar inebriado
No sentido figurado
Percorrem o azul infinito
Que elas encontrem a certa pousada
E tragam nova esperança
Pro povo viver contente.
Deus proteja os mares e oceanos
E por falta da chuva
As lagoas e rios
Estão secando lentamente
E a vida ali existente perece
A duras penas na tristeza terrena.
Então hoje sussurro descrente
E os meus ais são levados ao vento
Na nostalgia do tempo.

Escritora Mj, em 10/03/2017

quinta-feira, 9 de março de 2017

PÕE UM SORRISO NO OLHAR

Você não sabe o quanto sofri
Você não sabe até quando chorei
Você não sabe o que passei
Quando decidiu ir embora
Tranquei a porta do meu coração
Abalado da tristeza que senti.
Mas uma força interior falou mais alto
Que eu não devia me entregar
Enxuga o pranto desses olhos
Põe um sorriso no olhar
Abre a janela do jardim
E veja como é lindo
Contemplar a natureza
Cheia de cores 

E flores pra mim.
Escritora Mj, em 09/03/2017