Mostrando postagens com marcador PASSADO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PASSADO. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

RECORDAÇÕES

Olhar o horizonte e recordar momentos vividos...Um abraço da Mj.
Mãe natureza viva do sertão,
Na circunferência do sentimento,
Embarcando no arvoredo da juventude,
Lembrei-me do tempo da meninice
E dos castelos construídos
Emoldurados de emoções.
Desculpe-me pela idiotice
De pensar no relâmpago da saudade,
São momentos de recordações
Na tolice de um ponto convexo
Que obscurece e invade o peito
Deixando os olhos perplexos
Marejarem lágrimas sentidas
No reflexo do universo
Através da luz do telhado.
Saudade é recente passado
Que repercute na mente
Como pétalas das flores secas
Esparramadas pelo chão
Na distinta madrugada
De um coração sofrido.

Mj, em 01/11/2019.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

ÊXTASE DE SENTIMENTALISMO

O incansável coração olha a estrada que um dia ultrapassou a barreira da emoção num vai e vem de arrepiar! Bom fim de semana. Um abraço.
Bem-aventurado seja o vento
Que nas suas andanças reviradas
Navega em espumas gigantes,
Faz quilômetros de braçadas,
Traz o cheiro forte da flor
Para sentir-te mais perto
Do lugar onde me encontro.
Debruço-me no parapeito da janela
A olhar para o incansável tempo
No amanhecer da bela natureza.
Plantas enraizadas fazem-me recordar
Dos momentos de outrora,
Lembrando-me do primeiro instante
Que visualizei o teu sorriso
Encarando-me com alegria.
O mar estava silencioso como silenciado está
A bravura do coração no peito sossegado
Retirando notas da velha guitarra
Enquanto a voz eloquente declamava
A incansável e dileta poesia
Escrita por algum poeta maluco
Enaltecendo a beleza do mar,
Onde casais apaixonados
Atravessavam o caminho da gente
Enleados no verbo amar.

Mj, em 27/09/2019.

sábado, 27 de abril de 2019

TÚNEL DE VENTO

Voo flamejante no cintilante céu azul anil! Bom fim de semana.
A lua fez seu trabalho
E o sol correspondeu
Clareando a retinta solidão
Deixada pela distinta madrugada
Sem saber quem primeiro apareceu.
Vencendo as fronteiras do tempo,
Silenciou os reais sentimentos
Enquanto reformulava o pensamento,
Fazendo planos para as palavras.
Entrou na casa dos sonhos,
Varou o túnel de vento,
Viu-se no teatro da vida,
Sem conexão escreveu no diário
A reflexão dos sentidos,
Navegando nas memórias do passado,
Esperando o milagre das pétalas,
Dando vazão as nuvens
Formadas ao longo do mar,
Anunciando que não tarda a chover
Na calmaria do universo.

Mj, 26/04/2019.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

ENCONTRO MARCADO

Valendo-se do galho ao relento,
Ouviu a voz do coração a palpitar
Na lentidão do tempo.
Lembrava-se do expressivo olhar
Ao soltar o largo sorriso amarelo
Pela alegria do cantar do rouxinol,
No abanar das folhas nas árvores
Através do vento soprando forte.
Era o grito da esperança
Nas flores que nasciam viçosas
Tomando conta do cercado.
Em cada canto visitado,
Achava aquilo tão belo
Que se perdia de encanto
Pelo clima do interior,
Matando enorme saudade
Da criança que ali morou
Apreciando a natureza viva do sertão
Num sonhar inacabado da meninice.
Desculpou-se pela idiotice
De reviver o passado distante,
Retirou-se pela tangente
Num encontro marcado com o presente.

Mj, em 25/04/2019.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

GRITOS E GEMIDOS

Gritos e gemidos são Jogos de palavras que refutam da alma!
Gritos de horrores,
Gemidos de dores ou de amores
Que ultrapassam as fronteiras
Do conhecimento generalizado.
Das lembranças embutidas
Nas imagens boas e ruins
Deixadas pelas marcas do passado,
Ou do presente inevitável.
Gritos inexprimíveis e frenéticos,
Escandalosos, fingidos,
Desanimados e manhosos.
Gemidos genéticos silenciosos,
Abafados e sufocantes,
Selvagens e chocantes,
Expressados e indescritíveis.
Suspiros de lamentações
Provocados por algo ou alguém
Libertando os enigmas das ilusões.

Mj, em 21/04/2019.

sábado, 9 de junho de 2018

MEMÓRIAS

Viva um dia de cada vez! Bom fim de semana.
Lembrando-se da pequena semente
Nascida na terra quente
E como toda gente cresceu
Brincando na infância querida
Viveu na completa ilusão
Tendo sonhos de adolescente, e hoje,
Encontrando-se na velhice
Não perdeu a meninice, ainda,
Daquele tempo atraente que um dia
Levará para a eternidade
Como um presente da vida, porque,
Desejava ser a gaivota
Que voaria pela porta entreaberta
Atravessaria ligeiro o mar, e iria,
Ao encontro do condor, uma vez que,
Amar é semear saudade
Escutar e compreender
E saber que o próprio amor
Não foi feito para sofrer
Como costumam dizer
As palavras encantadoras do poeta
Na certa retiraria com fervor
A nostalgia do coração sofredor, e assim,
Seria calma e serena
Em cada romper da aurora
Com a alma renovada de alegria.
Muito embora não acredite
Tudo passa como o sopro do vento
E em alento acariciador
Jamais fará gracejo, pois,
Almeja na mente pensamentos positivos
Sem lamento ou piedade
Para não dar lugar a negatividade
Daquele momento que não retornará, mas,
Ficará para sempre guardado na memória.

Mj, em 09/06/2018.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A G R A D E C I M E N T O S

Não sou perfeita e nem quero ser, jamais, tenho muito mais passado do que o futuro incerto que me espera ansioso, porém, do nascer ao por do sol, os meus agradecimentos especiais ao meu Pai que está nos céus, pela bondade infinita de estar na Sua presença, e de conceder-me a graça de mais um ano de vida neste planeta chamado terra, poder abrir os olhos e dizer, obrigada, Senhor, pelas maravilhas proporcionadas a esta humilde serva, por poder abrir a janela e observar o quanto é linda a natureza exuberante, vendo os pássaros voando e cantarolando no vão do infinito, as árvores abanando suas folhas como se estivessem cumprimentando-me; pelo barulho das águas das lagoas, rios, mares e oceanos protegendo-me; pelas mãos para produzir o alimento diário que nutre o meu corpo; pelo dom da sabedoria de criar na mente, tecer com agulha e linha uma veste para o meu corpo físico; pelo dom da escrita, pois, através do poder da caneta eu deposito no papel os meus pensamentos, as minhas inquietações, os meus sentimentos, os meus desabafos, as minhas lágrimas, os meus anseios, as minhas derrotas, as minhas vitórias e conquistas; pela família; pelos amigos e amigas pessoais e virtuais que me rodeiam diariamente com mensagens de otimismo, fé e perseverança pela passagem do meu aniversário, e não só, e eu nunca me sinto sozinha; pelos pés para locomover-me na estrada; pela água que bebo; pelos animais que conversam comigo, por tudo isso e muito mais, infinitamente obrigada, Senhor! Obrigada a todos que conseguiram fazer o meu dia mais feliz e abençoado! Bom dia.
Maria José da Conceição, em 30/01/2018.

sábado, 29 de julho de 2017

CASTIGO DA SOLIDÃO

Bom final de semana!
Na alameda dos sonhos
As árvores plantadas
Refletem carinho
O coração pulsa descompassado
Esquecido na mente
Mas voltado para o amor
Deixa o peito
Chorar de emoção
Então me embriago noturnamente
E retorno ao passado
Pois não há vencido
E nem vencedor
O que existe
É o castigo da solidão
Nas fileiras do caminho

Porém se a estrada é longa
E tem pedras a rolar
Não desisto de sonhar.
Poetisa Mj, em 29/07/2017.

domingo, 16 de abril de 2017

PRA ONDE O SENHOR VAI?

Lembranças do passado que permanecem guardadas na memória...
Incandeia, gigante, incandeia os sentidos da aurora retumbante, incendeia os sentimentos reprimidos porque vivi em um tempo de glória, deixando explodir de momento, e agora relembrando os tempos da infância idade em que as crianças são curiosas, as coisas, as pessoas, os animais, as plantas, enfim, não tinha nada que passasse despercebidas das suas visões de raio x e nem dos seus ouvidos apurados, também naquela época quase não existia a tecnologia, o telefone residencial só servia para quem tinha poder aquisitivo maior e na capital, e no interior televisão para o pobre nem pensar, um bicho de sete cabeças, luz elétrica alguns tinham nas suas casas, outros não porque ultrapassava as despesas, então à noite acendiam-se os candeeiros a vontade, e no verão os pais estendiam as esteiras nas portas das casas para prosear com os vizinhos, nas ruas não existiam calçamento, via-se muito barro, areia, buracos e quando chovia a meninada fazia festa na lama e depois corria para tomar banho nas biqueiras das casas, podia-se brincar livremente de boto, casinha, esconde-esconde, bola na mão e no pé, cantar nas rodas de cirandinha, sentar aos pés dos mais velhos e ouvir as suas história mirabolantes, faz de conta e muito mais, porém quando a criança se tornava maluvida, ou seja, teimosa, a mãe gritava,- Lá vem o Beleza! Ou então, - Olha o Chupetinha aí! Caramba, não ficava ninguém na rua, cada um procurava a sua casa. Beleza e Chupetinha foram duas figuras folclóricas que realmente existiram, passavam nas ruas regularmente, entretanto não mexiam com ninguém, a não ser que algum moleque dissesse alguma coisa errada, então vinha o xingamento do outro lado, mas naquele tempo os pais faziam tanto medo aos filhos que eles cresciam acreditando que os referidos senhores pudessem fazer algum mal, e isso nunca foi verdade, só vimos perceber essas coisas após a maturidade, o primeiro andava todo sujo, roupa velha, rasgada, um saco pendurado nas costas cheio de tranqueiras que encontrava nas ruas, e não deixava de carregar no ombro um feixe de lenha, ele tinha uma barba comprida e esbranquiçada que descia até a cintura, usando na cabeça um chapéu muito velho, já o Chupetinha, um homem de certa idade andava com uma chupeta na boca, dizem que ele era ruim das ideias, e até hoje nunca soube os seus verdadeiros nomes sem falar na mulher que servia de guia para um cego pedir esmolas, e se por acaso ela parasse, ele falava, - Olha, o sirviço, Lurdes! Também tinha a “Maria Topada” que metia medo e uma vez encontrando com ela cara a cara quase morri de susto, nem sei como consegui retornar para casa, só sei que tremia muito e não me aguentava nas pernas, agora existia um cidadão por alcunha de “Zé Aleijado” que quando ouvia pronunciar o nome dele eu tapava as orelhas, e por incrível que pareça até hoje sinto arrepios no peito, o pobre homem já nascera defeituoso do corpo, era um exímio sapateiro e a varanda da sua casa servia de budega, e de parada dos viajantes que chegavam das redondezas, montados em cavalos, carroças, carros de boi, etc, porque ali eles amarravam os seus animais, ingeriam um gole de pinga e saiam para comprar mercadorias na feira livre, depois retornavam, pegavam os seus animais e iam embora como chegara, e naquela época para ir à escola mais próxima só tinha duas opções, uma mais rápida na frente da casa do senhor acima referido e a outra, tinha que passar por baixo de arames farpados, atolar os pés no lamaçal, atravessar plantações de capim até alcançar o prédio do grupo escolar, e esse era o caminho escolhido, vejam só o que o medo não faz com a gente. Muitas décadas depois, retornando ao lugar de origem, já refeito dos sustos, e numa noite de verão ele foi convidado para uma festa na casa de uma amiga a qual fazia anos que não a via pessoalmente, e nessa empreitada acompanharam outros dois amigos, e lá vai o jovem bem faceiro, acreditem ou não estancou no meio do caminho como um animal acuado porque tinha que passar na frente da casa do homem que lhe metia medo,  - Desisto, dusse ele, não vou mais para essa festa! - Ora, você chegou até aqui conosco e agora quer desistir, não vai fazer isso, estamos juntos, vamos embora! - Não tem quem me faça passar na frente da casa do “ seu Zé Aleijado”! - Ah, é isso! Então você não soube, o homem faleceu há muitos anos, responderam os amigos, derrubaram a casa dele, veja, apontaram com o dedo, hoje o local agora serve de entrada para chegar até aquele condomínio, e nós pensávamos que você já tinha superado os seus medos da infância. - Ledo engano, falou, alguns consegui superar sim, há muito custo, mas esse estava adormecido e agora acordou a todo vapor, mesmo assim os amigos o agarraram pelo braço, então resolveu fechar os olhos e atravessear a avenida, porém até hoje não passou mais lá, pelo menos sozinho, segundo ele, mas deixando os “entretantos”, retorna ao local de onde parou, pois bem, quase todas as noites eu saia ao encontro de amigos para nos divertimos um pouco e num determinado endereço, fazia questão de parar, pois o senhorzinho quando me via ficava alegre e me convidava para ver a televisão nova que comprara, e ele dizia assim, - Entre pra dento, meu fio, simbora vê o jorná qui já devi de tê começado, vô ligá no canaro sete pra mode vê se num tá fora do aro, eu ficava alegre com o convite feito, entrava e me sentava em um enorme sofá de madeira, então ele ligava a televisão que chuviscava muito e sentava-se ao lado numa cadeira de balanço bem antiga, mesmo assim ouvia o repórter dizer, - Boa noite! - Boa noite meu amiguinho, respondia o senhor, aquilo era inusitado, e eu não perdia a oportunidade de ver uma cena tão inusitada, seu Januário fazia questão de responder o boa noite do repórter. - Meu fio, dizia seu Januário, ele mim cunhece já fais muitos anos, e toda noite me comprimenta! - Ah, tá certo, eu respondia, pois não era doido dizer o contrário, e nessa mesma pequena cidade do interior morava outro senhorzinho, magrela, viúvo, cabelos branqueados pelo tempo, brincalhão com as pessoas, de bem com a vida, e uma vez por mês, saia de casa todo engomado para resolver negócios pendentes, desfrutando da companhia da sua filha mais nova que o acompanhava, os vizinhos, quando o viam arrumado, perguntavam, - Pra onde o Senhor vai? Ele respondia empolgado, - Ara, vô buscá o meu carneiro do inapecite! Na realidade, o referido senhor saia em busca do carnê do INPS-Instituto Nacional da Previdência Social hoje, INSS-Instituto Nacional do Seguro Social, porém ele estava aposentado e nem precisava do referido carnê. Lembrei também do “Pisa na Fulô”, homem trabalhador, alegre, alto, careca, gordo e barrigudo, que aos domingos vestia o seu terno preto, impecável, botava a bíblia embaixo do braço sem esquecer o guarda chuva preto o qual servia de bengala e seguia para a igreja, tinha um andar engraçado que as crianças conseguiam imitar direitinho, e eu, claro, era uma delas, por isso não perdia a oportunidade de imita-lo, ainda bem que ele não ficava incomodado com as imitações, pelo contrário, ria muito alto e nos incentivava, e por falar em igreja, disse ele, naquela época os vestidos das mulheres eram rodados cobrindo até o calcanhar e assim elas participavam das missas campais e acompanhavam as procissões, gostavam de sentar na praça, nossa, eu, muito moleque, juntava-me com os outros e amarrávamos as pontas das saias uma das outras e quando elas se levantavam não conseguiam andar direito e algumas até tropeçavam, sem falar que estavam cantando o “bendito louvado seja”, aí elas aproveitavam a deixa e nos davam a resposta certeira, - Mininos, fios duma égua, vão amarrar a saia da sua mãe, e sem perderem a classe continuavam a ladainha do bendito, coitadas das nossas mães que jamais desconfiaram das nossas travessuras feitas em cada esquina com direção certa, mas chegamos á maturidade propriamente dita, e cada um de nós tomou consciência de que é preciso olhar a vida de outra maneira, sem deixarmos de lado as alegrias do distante passado que permanece na memória. Após anotar no caderno a história do meu amigo Juca, agradeci imensamente por ter sido o escolhido para fazer esse conto.  


Escritora Mj, em 16/04/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ALMA VELEJANTE

Mistérios encantados que não serão decifrados...
Deixa-me rastejar com a minha dor.
Deixa-me chorar por um momento
Esta angústia desenfreada
Que toma conta de todo o meu ser.
Deixa-me esvaziar o peito disforme
Talvez assim consiga um pouco de alento
Diante das amarguras adquiridas
Por todo o tempo vivido.
Sou uma partícula do sereno

Na fria madrugada
Água que escorre e seca com o vento
Apenas um ser errante a flutuar
Que se fez incompleto pelo medo
A esmo na estrada vazia
Outrora ultrapassada.
Um tudo do nada que passei
Uma estimativa supostamente conjeturada
Sem forma, sem freio e sem travão
Que não conheceu o fim da montanha
No vão da distância percorrida.
Assim sai velejando sozinho a remar
Nas lembranças do pulmão da alma
Dentro de um barco a singrar
Contando as histórias do passado.

Escritora Mj, em 20/02/2017

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

ENTRE VERDADES E MENTIRAS

Sabe aqueles dias que nos encontramos chateados de quase tudo um pouco? Pois bem, naquela manhã acordei com uma sensação estranha e não quis permanecer entre quatro paredes, resolvi sair para observar principalmente a natureza, no céu havia uma lua gigante provocando a aurora boreal cheia de cores iluminando o grosso gelo da terra, mais adiante uma família de ursos, eles estavam famintos há muitos meses, mas continuavam fieis à espera do retorno de um amigo querido, daí sinto que minha alma está invernada, e enquanto espero o príncipe chegar, desafiando a esperteza, sem me importar nenhum pouco de procurar abrigo atentamente no encontro do florescer da juventude mórbida, tentando transformar vales e sombras em floresta, terra e água, mesmo na linha imaginária do horizonte, durmo e viajo com liberdade no deserto dos sonhos, as pessoas passam despercebidas pelas outras sem serem notadas na sua essência, e entre verdades e mentiras vão caminhando lentamente, entretanto meu pensamento fez uma retrospectiva, e bem que eu queria retornar ao passado ao menos num momento para rever aos que lá deixei, e declarar os meus sentimentos, porque as mudanças fazem parte da vida de qualquer espécie, porém daquela infância raquítica que ficou lá no passado da história, perdida e contada em ritmo de saudade póstuma, ninguém lembrará, restando apenas à boa sorte dos sentidos, coisa que nem sei se existe porque estamos em busca de algo que diferencia por pura ilusão, e só percebemos após a bancarrota cega de que não valeu a pena, assim é a vida e sempre será um tremendo reboliço no ar de carrosséis, mas uma coisa é certa, o ser existe, no entanto a vida é curta e só o verdadeiro amor conhece a verdade sem mentira e nem maldade.
(Escritora Mj, em 06/12/2016)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

LUTO REPENTINO DA ALMA

Sozinho caminho nas estradas desertas
Beijando-me a alma aflita sem destino certo
Passo nas portas entreabertas e fujo
Rarefeito do meu luto repentino
Lutando constantemente dos males
Que apregoam na mente insatisfeito
Das minhas vontades indigestas
Das feridas que não cicatrizaram
Porém o sonho não para, então soluço
Mas chega a noite e ao abrir a janela
Vejo ao longe a lua cheia tão bela
Iluminando o infinito com as estrelas
E isso faz refletir que vale a pena viver
Nunca desistir dos sonhos sonhados
Repensar cada momento dos amores inacabados
Pois quem espera sempre alcança a vitória
E ao amanhecer um novo dia renascerá
Enchendo o coração de esperança.

(Escritora Mj...13/10/2016)