Mostrando postagens com marcador DESERTOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DESERTOS. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de maio de 2017

NAS SEARAS DO TEMPO


Este poema de minha autoria, encontra-se inserido no livro Antologia Virtual da Essência Poética Volume I, Sarau Poético Mãe.
Mãe, dizem por aí que,
Jardim bem cultivado
Na sua originalidade
É pomar adocicado.
Mas a dor que dói a alma
E a tristeza que aflora
São mais fortes que eu.
E na verdade,
Essa rebelião do espírito
Dá uma enorme geometria
Porque atravessei desertos
Nas searas do tempo.
Caminhei solitário e sozinho
Jogado ao vento.
Amarguei as consequências
Sem te ter por perto
Para me aconchegar nos teus braços
E nem os pássaros me fizeram companhia.
Cheguei a pisar em profundos espinhos
Sangrei até a última gota do orvalho da manhã
E sem ter noção para onde retornar
Perdi-me no silêncio da noite.
Porém confesso de coração
Que se pudesse modificar o destino
E dez vidas eu tivesse
Dez vidas eu te daria
Em retribuição a vida que me deste.

Poetisa Mj, em 14/05/2017

quinta-feira, 20 de abril de 2017

INESQUECÍVEIS MEMÓRIAS

As doces e inesquecíveis memórias escritas nas páginas da vida...
Na areia deserta desenhei vários castelos então soprava um vento forte e eles se desmanchavam como num passe de mágica, e o que me restava era apenas chorar desolada num cantinho por causa daquela construção inacabada, porém continuava firme nos meus propósitos, e minha pobre mãe quando via e ouvia o meu choro vinha ao meu encontro para me consolar com palavras doces, - Por enquanto, minha filha, dizia ela, você ainda é uma criança numa miniatura de gente, mas quando crescer tenha cuidado, porque passará em vários jardins proibidos da vida e no momento certo saberá o que estou a dizer, entretanto haverá uma luz no fim do túnel a qual iluminará seus caminhos e daqui uns tempos, talvez chegue a ser a própria cinderela louca adormecida através de um feitiço, mas com certeza acordará na hora certa; que você crescerá e os seus fantasmas continuarão rondando por perto; que o céu será o limite para os seus anseios, e quem sabe poderá vir a ser uma cantora renomada para emocionar o mundo, ou mesmo a si própria, e um dia chegará a algum lugar e as letras serão as suas companheiras inseparáveis, porém não se preocupe, pois aparecerá sempre uma mão amiga lhe amparando e lhe livrando dos perigos, então meu anjo, quando chegar o dia certo, não desperdice essa chance, agarre com unhas e dentes e lute feito uma leoa para defender o que é seu por direito, porque é essa chance que lhe levará ao futuro; respeite e reconheça para ser respeitada e reconhecida, uma vez que nada é para sempre, somos apenas uma nuvem passageira neste mundo e nunca desista de lutar e acreditar nos seus sonhos apesar das faíscas do fogo ardente, e eu o que tenho a lhe oferecer são os seus estudos, até quando e onde você puder chegar, porque esse será o seu brilhante futuro num legado que ninguém poderá lhe tirar, e muito em breve não estarei mais aqui para ver a pessoa que você se tornou. - Sua mãe era uma verdadeira sábia, minha amiga, falei, resta saber se você seguiu direitinho todos os conselhos que recebeu. - Ah, meu amigo, respondeu Thátila, ainda não cheguei ao fim da estrada e aqui estou eu sonhando alto novamente, e para falar a verdade não fui cantora, não sou atriz de cinema e nem da televisão, sou apenas eu mesma, uma mulher que nunca esqueceu seu passado e nem as suas raízes, e como mamãe costumava dizer na sua profecia, encontrei várias pedras no caminho, caí, levantei, ergui e ergo a minha cabeça todos os dias e vou seguindo em frente sem medo, porém do meu jeito simples porque o mundo é um grande teatro e devemos estar preparados para cada ato que é apresentado, no entanto cada vez que pego na caneta e no papel, vou descobrindo um reino encantado e escrevendo a minha trajetória nas páginas da própria vida como doces e inesquecíveis memórias. O telefone móvel tocou e num movimento brusco olhei para o céu e vi as nuvens carregadas cobrirem todo o infinito, a qualquer momento podia chover e não estávamos em local seguro, aproveitei e me despedi de Táthila com um até breve porque precisava assimilar a nossa conversa.
Escritora Mj, em 20/04/2017