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sábado, 7 de dezembro de 2019

VERDADEIRO AMOR

Em parceria com a realidade a tecnologia encurta distância entre os povos! Bom fim de semana! Um abraço.
Sou céu, sou luar,
Sou o sol a versejar,
Sou a estrela mais bonita
Que brilha no infinito
Desta vida bendita.
Sou a chuva chegando
Para molhar o chão seco
Que castiga o sertão.
Sou a nuvem passando
Deixando-te emocionado,
Ligeiro sou a estrada
Onde caminha teu namorado.
Do estrangeiro sou o presente,
E na lenda do passado,
As nuances da dor.
Chegam a dizer que nada sou,
Mas no futuro sou verdadeiro,
Procure-me e encontrarás,
Eu sou o verdadeiro amor
E dono do teu coração!

Mj, em 07/12/2019.

sábado, 11 de maio de 2019

COPO VAZIO

Juntando pedaços daqui e dali,
Tenta escrever palavras não ouvidas,
Esquecidas e jogadas ao relento
Sem serem vividas em tempo.
Não poetiza palavras
Nem faz sonetos de amor
Escreve o que vem na mente
Porque a felicidade persiste
No coração inerte
Quando os olhos enxergam
Uma pequena fresta sob a luz do luar
Ao regressar do marasmo sentido
Enquanto o choro faz-se presente
Através do espelho partido.
O templo da auréola solar
Lembrava o beijo roubado
Umedecido de desejo
E guardado para sempre na memória
De um simples copo vazio.
Mas se um faz parte do outro
Completa-se o nada embevecido
Do tudo que nos tornamos,
Sem nada vivenciarmos.

Mj, em 10/05/2019

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ALMA VELEJANTE

Mistérios encantados que não serão decifrados...
Deixa-me rastejar com a minha dor.
Deixa-me chorar por um momento
Esta angústia desenfreada
Que toma conta de todo o meu ser.
Deixa-me esvaziar o peito disforme
Talvez assim consiga um pouco de alento
Diante das amarguras adquiridas
Por todo o tempo vivido.
Sou uma partícula do sereno

Na fria madrugada
Água que escorre e seca com o vento
Apenas um ser errante a flutuar
Que se fez incompleto pelo medo
A esmo na estrada vazia
Outrora ultrapassada.
Um tudo do nada que passei
Uma estimativa supostamente conjeturada
Sem forma, sem freio e sem travão
Que não conheceu o fim da montanha
No vão da distância percorrida.
Assim sai velejando sozinho a remar
Nas lembranças do pulmão da alma
Dentro de um barco a singrar
Contando as histórias do passado.

Escritora Mj, em 20/02/2017