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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

EMOÇÃO SENTIDA

Viajar na imaginação deixando o tempo contar a sua história! Um abraço da Mj.
Voando no calhambeque
Pareço mais um moleque
A observar com cautela
Aquela ponte transversal
Mostrando na sinalização
Que surge logo adiante
Uma bela cidade colossal
A sorrir por cima do monte.
Isso é fonte de inspiração
Sentir a incontida emoção
Dos casarios monumentais,
Construídos em ruas verticais,
Deixando em aberto o azul do mar
E os cascais do tempo ao redor
Com curvas de arrepiar
Na contrapartida do vento.
Mas dá um nervoso tremendo
Agitando o peito com amargura,
Então é hora de gritar,
Ai, meu Jesus, eu não entendo,
Porque é que eu fui até lá,
Se eu tenho medo de altura!

Mj, em 27/11/2019.

quarta-feira, 29 de março de 2017

SENHOR, TENDE PIEDADE DE MIM

Dizem que de poesia e loucura, cada um carrega no peito todo dia sua amargura...
No bramido do mar
Na incerteza da vida
No silêncio da noite
Encontro a Ti, Senhor
Bendito seja meu Deus nosso Pai
Bendito seja Jesus Salvador
Liberta a todos com a Tua paz
Desfaz sofrimento e dor.
És perfeito, meu Deus nosso Pai
As incertezas se tenho, deixarei
Novos caminhos eu trilho agora
Reformo a vida a Ti louvar.
Levo a tristeza saudade sem fim
Oh, Senhor tende piedade de mim
No bramido do mar
Vou sempre Te louvar.
Essa dor que machuca tanto
Fazendo eu chorar o pranto
Essa dor que maltrata o peito
Ai, ai, ai, essa dor não tem jeito
Senhor, tende piedade de mim.

Poetisa Mj, em 29/03/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ALMA VELEJANTE

Mistérios encantados que não serão decifrados...
Deixa-me rastejar com a minha dor.
Deixa-me chorar por um momento
Esta angústia desenfreada
Que toma conta de todo o meu ser.
Deixa-me esvaziar o peito disforme
Talvez assim consiga um pouco de alento
Diante das amarguras adquiridas
Por todo o tempo vivido.
Sou uma partícula do sereno

Na fria madrugada
Água que escorre e seca com o vento
Apenas um ser errante a flutuar
Que se fez incompleto pelo medo
A esmo na estrada vazia
Outrora ultrapassada.
Um tudo do nada que passei
Uma estimativa supostamente conjeturada
Sem forma, sem freio e sem travão
Que não conheceu o fim da montanha
No vão da distância percorrida.
Assim sai velejando sozinho a remar
Nas lembranças do pulmão da alma
Dentro de um barco a singrar
Contando as histórias do passado.

Escritora Mj, em 20/02/2017