As roseiras do jardim,
são cobertas de espinhos,
com várias marcas no caminho
do mar que existe em mim.
Como água a refletir
na natureza a palpitar,
o Sol, talvez volte a brilhar
no céu da mesma cor.
Há de ter coragem e força
para abrir e ver o que existe atrás da porta,
uma parede amarelada,
sem flor, sem emoção.
Ao longe, vê-se alguém amargurado,
sentado no divã da solidão,
olhando a fachada triste
daquele imenso casarão.
Mj, 24/08/2025.
Vem que ainda dá tempo de apreciar as flores no jardim, sejam bem vindos e sintam-se abraçados.
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domingo, 24 de agosto de 2025
terça-feira, 14 de novembro de 2023
FLORES MORTAS
Se o sentido faz algum sentido, a guerra não tem sentido...
Momento enfadonho
Sem sentido Terreno vazio
Ruído diferente
Sem significado
Medo medonho
Bombas atiradas
Barulho desgraçado
Crianças correndo
Coração estraçalhado
Tempo contado
Alterando rota
Flores morrendo
Sonho perdido
Mj, em 14/11/2023.
sábado, 22 de maio de 2021
ROSEIRA DESBOTADA
Chega à noite, e enquanto a chuva cai, o vento enrodilhado beija as flores e espinhos, retirando-os do caminho para observar o céu estrelado, refrescando o rosto com as gotículas de orvalho.
Uma roseira circula no tempo, caminha em desfavor do vento sem saber que rumo tomar, tendo apenas as lembranças como companhia. O começo do fim estava no seu encalço.
Viu-se flor criança nascida do amor de uma roseira pequenina que estava ali para lhe proteger, mas alguém na escuridão arrancou-a do galho da mãe e a levou para ser plantada noutro jardim. A primeira sucumbiu.
Era um jardim desconhecido, porém adubado, pois sentiu seus pés fincados no chão macio. Olhou ao redor e chorou ouvindo várias vozes desconexas. Ela nada entendeu.
Estranhou tudo, tinha um novo mundo para ser descoberto. Mais tarde ela pode chamar aquela roseira de mãe e o cravo ao lado, de pai, e nada lhe faltou. Ela sabe o que tinha guardado dentro de si.
Aproveitou o quanto pode, distribuiu carinho e atenção através das rosas nascidas dos seus galhos. Sonhou e teve a liberdade de amar intensamente carregando no olhar a florzinha inconsequente. Mas será que um dia ela foi amada também?
Eis a pergunta que não quer calar.
- Eu não sei como ainda resisto a tantos dissabores que a vida me proporcionou, também não sei se aguentarei o peso dos anos, meus galhos estão secando e as folhas murchas dão-me adeus gradativamente!
É muita solidão sem ter alguém ao lado para dividir essa agonia!
É muita tristeza acumulada no coração!
Neste momento sinto-me fraca, frágil, não passo de uma roseira desbotada, ou um número qualquer caminhando no meio da multidão de flores viçosas!
Até guando?
Outrora eu fui flor do campo untada com óleo sagrado, uma raridade universal num puro romantismo, hoje sou esquecida, as lembranças tornaram-se dolorosas e quando bate no peito não tem jeito, restando apenas saudade de um tempo que não voltará porque o copo de cristal espatifou-se e não dá para juntar os cacos.
E nesse emaranhado de raízes secas, no outono do lobo que devora a morte, escrevo cartas e jogo-as ao vento, desperdiçadas e sem respostas, as quais amanhã serão esquecidas nas gavetas do pensamento voraz.
Uma roseira circula no tempo, caminha em desfavor do vento sem saber que rumo tomar, tendo apenas as lembranças como companhia. O começo do fim estava no seu encalço.
Viu-se flor criança nascida do amor de uma roseira pequenina que estava ali para lhe proteger, mas alguém na escuridão arrancou-a do galho da mãe e a levou para ser plantada noutro jardim. A primeira sucumbiu.
Era um jardim desconhecido, porém adubado, pois sentiu seus pés fincados no chão macio. Olhou ao redor e chorou ouvindo várias vozes desconexas. Ela nada entendeu.
Estranhou tudo, tinha um novo mundo para ser descoberto. Mais tarde ela pode chamar aquela roseira de mãe e o cravo ao lado, de pai, e nada lhe faltou. Ela sabe o que tinha guardado dentro de si.
Aproveitou o quanto pode, distribuiu carinho e atenção através das rosas nascidas dos seus galhos. Sonhou e teve a liberdade de amar intensamente carregando no olhar a florzinha inconsequente. Mas será que um dia ela foi amada também?
Eis a pergunta que não quer calar.
- Eu não sei como ainda resisto a tantos dissabores que a vida me proporcionou, também não sei se aguentarei o peso dos anos, meus galhos estão secando e as folhas murchas dão-me adeus gradativamente!
É muita solidão sem ter alguém ao lado para dividir essa agonia!
É muita tristeza acumulada no coração!
Neste momento sinto-me fraca, frágil, não passo de uma roseira desbotada, ou um número qualquer caminhando no meio da multidão de flores viçosas!
Até guando?
Outrora eu fui flor do campo untada com óleo sagrado, uma raridade universal num puro romantismo, hoje sou esquecida, as lembranças tornaram-se dolorosas e quando bate no peito não tem jeito, restando apenas saudade de um tempo que não voltará porque o copo de cristal espatifou-se e não dá para juntar os cacos.
E nesse emaranhado de raízes secas, no outono do lobo que devora a morte, escrevo cartas e jogo-as ao vento, desperdiçadas e sem respostas, as quais amanhã serão esquecidas nas gavetas do pensamento voraz.
Mj, em 08/05/2021.
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sexta-feira, 23 de abril de 2021
O RELÓGIO E A BORBOLETA
Ao pousar na janela, sentiu o perfume das flores, viu alegremente aquela transformação num despertar caliente de arrepiar, a encantar toda gente fascinada com o romper da aurora antes do aparecimento dos raios solares, cores lindas são apresentadas no encontro matinal do sol com a terra, revelando o quão bela é a natureza.
Os pássaros acordam saltitantes na revoada do amanhecer, de par em par, ou individualmente, ensaiam melodiosos cânticos em agradecimento por mais um dia de vida, porém ela fazia enorme esforço para tentar engolir os sarrafos da decepção, uma das asas estava se deteriorando lentamente. Assim passou o dia guardando algo que lhe fazia mal, não havendo outro lugar para passar a noite, preferiu entrar e esperar por algo impossível de acontecer.
Recostada no velho sofá arrumado no cantinho da sala, fitando o relógio e seu constante tic-tac, aquele movimento fez com que fechasse os olhos a refletir na madrugada e encontrando-se sozinha, sem ninguém para ouvir o que tinha a dizer, restava apenas ela e o soluço maltratando o cansado peito porque caiu no esquecimento do casulo que tanto admirava.
Sabedora que outra borboleta mais experiente atravessou aquele caminho torto, e vendo as mudanças acontecerem, sentia vontade de gritar para alguém que o tempo não perdoa, ele voa, e que não se sentia culpada de mandar no próprio sentimento, chegando à conclusão de que o jogo do tempero acabou e tudo não passara de uma doce ilusão misturada na fantasia do sonho da pouca idade, porém jamais esqueceria os bons momentos vividos sem trapaça.
Fundamentada através do pensamento, reconhecendo que perdeu, e sem mágoa no coração, a borboleta solitária deixa calar para sempre a cantoria do violão desafinado guardando-o na sacola, muito embora solitário, ainda chora seu pranto de dor, um triste pranto com saudade sem fim do amor que criou asas e voou do jardim...
Mj, em 22/04/2021.
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domingo, 2 de agosto de 2020
REFLEXO NA ESCURIDÃO
Que tenhamos força e vontade para a luta diária! Boa semana. Um abraço.
Querido diário,Do vento gélido que sopra nos dias frios,
Ouve passos apressados na estrada,
Do nada, passam despercebidos.
Abre a janela.
Metade dela é alegria silenciada,
A outra esconde num sorriso.
Sem ser notada na essência,
Observa as borboletas que saíram dos casulos,
Voando ao redor da roseira
Plantada no minúsculo jardim.
Elas testam as asinhas
Com muita força e vontade,
E quanto mais elas voam,
Sentem a sensação de liberdade,
Porque conseguiram o equilíbrio
No vão da natureza.
Tudo isso é pura tentação.
Prende a respiração num soluço,
Ao lembrar-se da alma dividida e alienada,
Refletida na imagem da escuridão,
Por querer manter os laços afetivos
Da amizade conquistada,
Porém, no alto da montanha,
É mais uma estrela apagada,
Diante do namoro das corujas...
Mj, em 02/08/2020.
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quarta-feira, 22 de abril de 2020
TUDO É PASSAGEIRO
Tudo passa como o sopro do vento, e a vida continua seu ciclo velozmente! Um abraço da Mj.
Durante a semana,E num enorme nevoeiro,
Passei a “matutar” no pensamento
Como iria brincar com as palavras,
Ao chegar perto do abacateiro,
Deixei fluir o sentimento
Para escrever o que sinto,
Não minto, pois tudo é passageiro!
Ligeiro lavei o rosto,
Com gosto e alegria,
Olhei para a natureza,
Naveguei no vale do amanhecer,
Até encontrar a beleza da poesia,
Na rima metrificada,
Dessa popular cultura,
E ao que parece,
O poeta não tem amargura,
Observa suscintamente a costura,
Na ciranda das letrinhas,
Enxergando com devoção,
O dia clarear pra o lado do sertão,
Sente rodar a primeira música
De cura e ansiedade,
Numa nítida emoção de ver,
O sol colorindo o universo,
Agitando a quarta-feira,
Então, sem fazer ruído,
Chega a hora de aproveitar,
E agradecer os benefícios recebidos,
Pois, tudo passa como o sopro do vento,
E a vida continua seu ciclo velozmente!
Mj, em 22/04/2020.
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domingo, 26 de agosto de 2018
MUDANÇA RADICAL
Passando para desejar a todos uma semana ricamente abençoada. Boa tarde.
Não me leve a mal,Mas sentei-me na terra quente,
E notei a mudança radical
Que transformou a vida da gente.
Mj, em 26/08/2018.
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