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domingo, 27 de setembro de 2020

TROVA

Não desistam! Ótima semana pincelada de bons fluidos!
O que queres que eu te faça,
Neste mundo de permeio,
Se aqui tem quem te abraça,
Sem te achar bonito ou feio?

Mj, em 27/09/2020.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

A COBRANÇA DA NATUREZA

O homem perguntar-se-á o que fez enquanto a natureza cobrará com juros e correções.
Ao abrir os olhos, vê-se claramente o chamado da natureza, a sua beleza, o cantar dos pássaros são tão exuberantes que encanta, e faz com que cada pessoa encha-se de sentimentos puros levando-o a coordenar as ideias e imaginar no próprio nascimento dotado de conhecimentos inimagináveis.
Aos poucos, cresce, coloca-os em prática e escolhe o próprio caminho que deverá seguir para alcançar seu objetivo, isso é escolha, isenta de qualquer motivo que chamamos de livre-arbítrio, porque tudo servirá de aprendizado e reflexão a fim de que o sol volte a brilhar na alma e no coração.
Mas o próprio ser humano não pode ser pessimista e desanimar na metade do caminho, tem que continuar firme e forte apesar dos dissabores encontrados.
Chegará o dia de perguntar a si mesmo o que fez para merecer tamanho sofrimento. Perguntar-se-á o porquê de uns ter tanto e outros quase nada. Cairá na mesmice das incertezas por falta de conhecimento.
Se cada pessoa sabe e acredita que Deus existe, é Senhor de todas as coisas, ninguém poderá dizer que “não teve sorte”, isso é mera especulação, pois o próprio Senhor ama a todos por igual e jamais brincaria de “apostas com bingos ou loterias”, sem falar que as próprias escolhas falam por si.
Procurar conhecer a essência, olhar através do espelho da alma e distinguir o bom do ruim, “joio do trigo” que tem dentro do baú da real felicidade sem a hipocrisia da ilusão compulsória.
Neste plano, a vida é curta para lamentações, de repente o pavio se apaga e o ser humano vê-se noutra dimensão, outro mundo se lhes apresenta cheio de novidades até então desconhecidos, daí descobrirá que a verdade é uma só, o espírito é eterno, a morte não existe, o que existe de fato é a morte da matéria que servirá de adubo para fecundar a terra.
O espírito, por sua vez, cedo ou tarde regenerar-se-á, até estar pronto para uma nova aventura no seio da própria família ou bem próximo dela, dependerá da sua evolução e do acordo que será feito no além.
Amar, servir, ser humilde, respeitar, ter consideração e mais alguma coisa são os melhores caminhos, num legado espetacular que Jesus nos deixou quando fora enviado a terra.
Ele percorreu estradas, montanhas e vales para nos ensinar a verdade, porém, o homem não está preparado, ainda, para descobrir determinadas coisas, pois está ligado a bens materiais, futricas de todas as espécies em detrimento do bel-prazer, passando por cima do seu semelhante feito um trator de esteira.
Sabendo que esse é um assunto polêmico, posso dizer que não é fantasia, a leitura e a pesquisa dos fatos, ainda são os melhores remédios.
Será que o ser humano acordará desse transe maluco que o leva a destruição?

Mj, em 20/08/2019.

domingo, 21 de julho de 2019

A VISÃO NÃO CONDIZ COM A REALIDADE

Quem desejar ter uma boa colheita procure cultivar a plantação...

Feliz semana para todos.
Tudo continua como antes,
Mas no crepúsculo da noite,
Outra realidade aparece,
Águas silenciosas passam adiante
Como lágrimas dos olhos a marejar,
Esborram na espuma do rio caudaloso
Murmurando ao encontro do mar,
Carece lembrar que não serás esquecido
Em ruídos que nem o tempo pode apagar
Os sonhos adormecidos desse amor.
São sussurros tentando acalmar a alma aflita
Através do vento soprando calmamente
Num alento acariciador
Das inesquecíveis memórias
Guardadas na redoma de cristal da mente.
O coração num sentir desesperador
Percebendo que está perdendo espaço,
Sangra quando olhos estranhos
Enxergam-te de jeito
Como vastos coitados ambulantes
Os quais fitam a solidão sem nexo
Enquanto outras mãos acariciam teu rosto
Trazendo-te de encontro ao peito.
Diz-me então se na sombra do reflexo,
Se tu pudesses estar do outro lado,
Terias outra visão, ou ficarias encabulado?

Mj, em 21/07/2019.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

MADEIXAS AMARELAS

O tempo não retrocede, ele continua seu curso normalmente como se nada tivesse acontecido.
Não encontro as minhas sandálias,
Onde estão?
Quero calça-las para levantar,
Ver o sol e respirar
O perfume das flores plantadas
No parapeito da janela.
Olho o esquecido espelho,
Passo as mãos na cabeça,
Espanto-me com o que vejo,
Cabelos esbranquiçados,
Presenteados pelo tempo.
Lembro-me bem do lampejo
Das minhas madeixas amarelas
Que um dia quando criança
Usava-as como trança.
Onde está o brilho do meu rosto?
Hoje todo enrugado
Já não tem quem o aprecie.
Aquele belo corpo
Que fazia coração suspirar
Em desejos contidos,
Onde andará?
Cadê o brilho do meu olhar
Que ao enxergar o horizonte
Lapidava diamante?
Ah, meu Senhor, nem te conto,
Onde ele foi parar!
Feliz de quem chega a certa idade,
Ou pode alcançar mais longe
Voando como a própria liberdade,
Aceitando tudo com serenidade
E agradecendo a bondade eterna,
Pois o tempo não retrocede.
Ele continua seu curso normalmente
Como se nada tivesse acontecido,
Na arquibancada da vida.

Mj, em 29/05/2019.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ENCANTOS DA NATUREZA

O amor é igual a uma roseira enfraquecida, e se ele não for aguado diariamente, perderá a cor e a vida!
Certo dia rente à estrada,
Havia uma roseira ferida,
Apagada e quase sem vida,
Porque não tinha sido aguada,
E quem por ali passava,
Um espinho retirava,
Mas uma bondosa alma,
Pegou-a nas mãos com carinho,
E perguntou a sorrir:
De certeza roseira amiga,
Do jeito que estás acuada,
Sofrida e toda lanhada,
Como poderás brotar outro botão,
Se o teu coração sangra de dor?
Alma que vive e voa,
Respondeu sem lamentar,
Sim, é verdade,
Mas se hoje estou enfraquecida,
Descuidada e sem guarida,
Eu preciso perdoar,
Pois ainda estou na vanguarda,
E nada tenho a temer,
Amanhã será diferente,
Aqui poderá chover,
E a terra ficará enriquecida,
Pra alegria da mãe natureza,
Então é necessário aprender a amar,
Pra depois o meu galho florescer,
E com a visita do beija-flor,
Eu voltarei a brilhar.

Mj, em 10/01/2017.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

SONS DA POESIA

Não há problema na vida
Que não seja superado,
Mas é preciso ter paciência
Para realizar um sonho sonhado,
Porque os sons da poesia
Entram pela fresta da janela,
Olham para ela extasiados,
Cumprimentam-na harmoniosamente,
Plantam a semente do bom dia,
Através do botão de rosa
Que floresce airosa
Na estação da primavera,
Então, cala-se a voz embargada,
Provocada pelo soluço da madrugada!


Mj, em 23/09/2018.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

PALAVRAS DISFORMES

Enfrente os problemas sem queixumes e lamentos, força!
Quando um mundo misterioso bate a porta,
Os olhos sentem a pressão forçada.
Um pouco atrapalhado,
Verte o desejo de soltar as asas
Na imaginação dos sentidos,
Recolhendo-se através da memória,
Sem queixumes e lamentos reprimidos,
No entanto, não consegue seu intento,
Pois a alma suporta calada,
Enquanto o coração acelera descompassado
Dentro do inerte peito,
Mas de algum jeito consegue se controlar
Diante da incompreensão existente.
Precisa trabalhar a mente e absorver
Fluidos positivos para sobreviver.
Assim faz-se mais forte e sereno,
Pois na madrugada de agonia,
Ele consegue enxergar diferente
O que de dia não dá para ver,
Porém na dúvida acumulada,
Prefere seguir corretamente
Os ditames da sua consciência,
Porque a razão e a emoção
Perambulam na estrada do sentimento,
Deixando o pensamento mais aguçado,
Vendo as palavras tomarem forma
Da forma que poderia ser, ou não.
- Quem é? Pergunta sem obter resposta.
Será que envelheceu precocemente,
Ou a própria mente nunca cresceu?

Mj, em 19/09/2018.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

EU FICO INDEPENDENTE


É preciso que haja amor para que a paz prevaleça! Bom dia e ótimo feriado.
As gotas de orvalho salpicam o rosto
Do menino apaixonado e sonhador,
Ele sai velejando sozinho a remar,
Nas águas do rio num barco a singrar.
Vai pensando no amor deixado para trás
Minutos apenas de onde ele está.
E no doce momento tão puro e inocente,
Seu coração não sossega por nada,
Olha a estrada que um dia ultrapassou,
Na história regressiva do passado,
Num cansado vai e vem do verbo chorar.
E ao olhar a natureza adormecida,
Pergunta ao tempo se as pedras benditas,
Deixarão de rolar um dia,
Pois desde a inconfidência mineira
Já havia vários movimentos sociais,
E o pagamento de altos impostos,
Que o povo jamais esqueceu, daí,
O príncipe regente entrou na confusão,
E rebelou-se contra sua gente,
Então em 09 de janeiro de 1822,
Imediatamente ele falou, EU FICO.
Mas com tanta perseguição,
Prepararam a revolução do sul ao norte,
Com a deserção do rapazinho,
E naquela divergência combinada,
Não existia outro caminho
Senão a retirada do Brasil de Portugal,
E no dia 7 de setembro,
As margens do Riacho Ipiranga,
O grito de Dom Pedro ecoou no infinito,
INDEPENDÊNCIA OU MORTE,
Selando para sempre a separação!
Com essa experiência, nasceu um novo mundo,
Quebrando toda e qualquer relação
Da colonização no país,
Porém as besteiras continuam
Na SOFRÊNCIA da república brasileira.
E o coração vagabundo diz que,
Não há cristão que aguente, porque,
Abomina qualquer tipo de violência,
Almeja que haja decência nos atos e ações,
Que possamos ouvir educadamente
A quem quer que seja sem discriminação!
É preciso que haja democracia,
E que a mesma seja tratada
Como a própria poesia,
Senão muitas águas rolarão
Nesse mar de perdição!
É preciso que haja respeito
Porque se não for desse jeito
O amor não prevalecerá,
E a dor cairá entre os irmãos!

Poetisa Mj, em 07/09/2017.

domingo, 20 de agosto de 2017

O QUE FAÇO SEM VOCÊ

O vento leva os amores como o voo dos pássaros...
Como eterno apaixonado
E num despertar contente
Em constante pensamento
Sai o poeta andante
De porta em porta
Itinerante na estrada
Propagando os amores
Aos quatro ventos
Igual o pássaro alado
Voando em lugar diferente
Abro a janela
O sino toca na capela
Mas de repente escurece
Vão passando os dias
A solidão pega de jeito
Apavorando o coração
Ela chega devagar
Maltratando o rosto
Fazendo doer o peito
Cheio de desgosto
Obscurecido pelo tempo
Então pergunto anuviado
O que faço eu sem você
Sem o aconchego nos seus braços
O calor dos seus beijos
A pulsar num abraço
Quando lhe vejo?
O que faço eu sem você
Quando me deito
E na vertente dos sonhos
Ponho-me a lhe procurar
Doido para lhe ver
Sem lhe encontrar?
O que faço eu sem você
Quando acordo sozinho
E não lhe encontro
Na cama ao meu lado
Para fazer um carinho?
O que faço eu sem você
Sem ter o brilho do seu olhar
Piscando na mente
A me namorar?

Poetisa Mj, em 20/08/2017.