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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

MISSIVA DA NATUREZA

Do nascer ao por do sol, devemos agradecer por todos os benefícios. Bom dia e ótima semana.
Sereno e amarelado,
Nasce o sol entre as praieiras,
Perante o olhar apaixonado,
Do pescador encantado,
Captando a missiva da natureza,
Através do sentimento arredio,
Leveza para o coração,
E a alma que andava perdida,
Sente-se agradecida.
É luz divina que dá,
O sustento a cada dia,

Do luar adormecido,
Acordando a poesia,
Ouvindo o barulho do mar,
Um navio à deriva,
Entre as águas a balançar.

Mj, em 03/02/2019.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

NAS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Amor, ah, o amor
Onde estás que não te vejo!
Tem gente desajustada
Desencantada e cheia de fantasia
Carregando dentro do peito
A malvada tristeza
Na fria dor.
Mas o amor precisa de óleo
Para tornar dourada a sereia
Que habita no mar encantada.
Um barco ou um navio à deriva
Desviando da rota
E não tendo como ancorar
Assim é o amor dos amores
Nas voltas que o mundo dá.
Uma combustão tão valente
No pequeno mundo presente
Amor, ah, o amor, onde estará!
Esse era o desejo
De alguém que queria amar.
Porém o sexto sentido assim diz
Não faça isso aprendiz
Seja você e mais ninguém
Nessas voltas do mundo.
E não tendo como ficar
Corra de lá mais de cem
Pois mesmo um vagabundo
Tem um amor para abraçar.
À noite pega a viola
Que sai cumprindo sua sina
E nas mãos do seu companheiro
Ela não descontrola
Toca mais que uma vitrola
No Nordeste brasileiro.
Seja no céu, no chão ou no mar
É preciso ter cuidado
Nas voltas que mundo dá.

Poetisa Mj, em 02/08/2017.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

FIQUEI ZEN

Vença as barreiras da fria madrugada! Bom final de semana.
Foi lá do alto da montanha
Numa noite tenebrosa
Que o medo se fez bravio
O silêncio com artimanha
Apagou o seu pavio
E nessa mesma altitude
Na miragem do rio
Vendo passar um navio
Ligeiro e sem direção
Nas águas profundas
Ele não era negreiro
Mas abalou o coração
O sol apareceu na calmaria
Ouvindo a trilha sonora
No elegante voo dos pássaros
Fazendo surgir um novo dia
Despertando a natureza
Então ao longe senti o vento
E o revoar de um cabelo
Vi-te passar ligeiro
Raspando como foguete
Naquela rua singela
Na frente tinha uma casinha
E lá estava eu
Debruçada à janela
Corri para o terreiro
E chamei-te toda risonha
Serena e com atitude
Deixa-me deitar nos teus braços
Sentir o afago da tua pele na minha

Pra me aquecer do frio
Porém me presenteaste
Com uma rosa amarela
Fofinha e cheirosa
Olhaste-me nos olhos
Chamaste-me de meu bem
E de um jeito mágico
Fiquei zen quando acordei.

Poetisa Mj, em 14/07/2017.