quarta-feira, 30 de novembro de 2016

MUSEU XURURUS

Na cidade de Palmeira dos Índios, situada no Estado de Alagoas, região Nordeste brasileiro, podemos encontrar o MUSEU XUCURUS, sua inauguração aconteceu no ano de 1971, o mesmo foi construído dentro da Igreja do Rosário, como podem ver através desse vídeo, lá existe uma variedade de peças antigas e em cada uma delas conta lindas histórias tristes e alegres, são relíquias do passado distante, porém presente na memória do seu povo. Em breve mostrarei um pouco dos utensílios da etnia Xucuru-Cariri.
(Escritora Mj, em 30/11/2016)

GIGANTE PELA PRÓPRIA NATUREZA

O velho estradeiro do sertão
Conta que no imenso e desejoso céu de anil
Cobrindo a terra verdejante
O morador do norte e do sul
E do leste ao oeste brasileiro
Tanto faz no campo ou na cidade
Faça chuva ou sol ardente
De coração abre a porta e acolhe o viajante
Não importando a nacionalidade
É assim o meu povo heroico e varonil
Espalhado neste garboso Brasil!
(Escritora e poetisa Mj...29/11/2016)

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O PIAR DA CORUJA

Fim de tarde e logo aparece sombria
Numa camuflagem perfeita a coruja
Envolta em mistério e beleza
Ouve-se ao longe o bater das asas
Um grito no ar ressoa forte no vão da natureza
Parece não querer ficar sozinha, desprezada
Corre em busca de alimento, abrigo e afago
Com olhos de luneta arregalados
Então a galeria passa em grande visão obscura
De transformar desertos, vales, terra e mar
Viajando nos sonhos com liberdade de voar
Recuando quando há necessidade
Insistindo e reinventando a passos largos
Soltando-se no vento, divertindo e velejando.

(Escritora Mj, em 29/11/2016)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CADÊ VOCÊ, MINHA MÃE..

Mãe, uma palavra pequenina
Simples, sublime e singela
Nasce e cresce bem consciente
Menina, mulher atraente

Se faz moça decente
Casa e nos braços embala o filho
Consola-o com amor no coração
É tolerante e amiga sincera
Mas quando fica brava 
Não se espante, é pro seu bem
Escuta-o com paciência, aconselha
Com sua verdade ou mentira
Buscando uma solução
No entanto a idade chega
Envelhece na flor da solidão
Assim, meu amigo vou mais além
E deixo pra você um recado
De um simples pobre coitado
Sofredor das amarguras
Pois quem tiver sua mãezinha
Vivendo ainda na terra
Não seja um filho malvado
Cuide dela com carinho
Pra quem não soube aproveitar
Agora só resta lamentar
E orar pro Filho de Deus
Que ela esteja num bom lugar.


(Escritora Mj...28/11/2016)

LIVRO ABERTO

Salve, salve, companheiro
Que no silêncio brando da alma
Escreve com várias cores da caneta
As quatro estações do ano
Nas páginas da vida
Perfumando corações angustiados
Levando conhecimento o ano inteiro
A quem precisa manter viva a chama
Do desejo da leitura num pedaço de papel
Pois candeeiro aceso é arrojamento do poeta
Porém quando parte ninguém vê
E nem sabe por onde caminha
Padecendo suas adversidades
Deixando a porta semi aberta
Mas dentro do quarto vive recordando
Através do pó que descansa na prateleira
Arrumado na estante.

(Escritora Mj...28/11/2016)

domingo, 27 de novembro de 2016

DELÍRIOS DE ADOLESCENTE

Quando o natal se aproxima 
Surgem as lembranças na mente
Pois os olhos da criança tinha um brilho especial
Na calçada ela brincava livremente de casinha
E de pano sempre foi sua boneca
Bem fofinha recheada de algodão
Os cabelos eram soltos sem trancinha
Fazendo um coque amarrado com cordão
Porém na fantasia há uma fresta de luz
Inocentes sonhos incandescentes se apagam
Lá está ela a espreitar veemente
Esperando brotar o futuro à janela
Descamba num mundo desconhecido
Delírio frenético de adolescente conduz
Transbordando o peito de alegria contagiante
A batida do coração se faz mais forte
Encanta ao declarar sentimentos adormecidos
Os olhos da quimera anunciando loucamente
Que a semente plantada outrora germina
E o véu suave da noite no momento
Chega para fechar a cortina do tempo.

(Escritora Mj, em 27/11/2016)

sábado, 26 de novembro de 2016

FOGARÉU DA ALMA

Sigo carregando no peito forte sentimento
O qual atravessa um deserto de areia
Porém a noite insiste a forte ventania
E com o sol do dia amanhecendo
Tento fechar os olhos para a poesia da alma
Enterrando profundamente as feridas
Mas elas não saram então choro
Por ser inclinada a melancolia
E por mais que queira não posso evitar a solidão
Alguns me chamam de louco
Porque quis ser a garça voando na imaginação
O xexéu cantando na bananeira
Ou o altivo rouxinol da cocheira
Sei que sou um eterno apaixonado
Sentindo a natureza ao redor
E sempre serei na simplicidade da vida
Quero envelhecer com lucidez e sabedoria
Tentando esquecer a tristeza
E enchendo o coração de alegria
Do tempo que me resta
Assim jamais me sentirei um ser derrotado.

(Escrito por Maria José da Conceição (Mj), em 26/11/2016)