As águas de ondas a bailar, no infinito mar azul,
Diz que a tal da razão é lógica conceitual,
Pra tudo que você possa imaginar,
Levando a associação das palavras,
Na sua forma costumeira e habitual.
Conforme a ação, sempre há um olhar atento,
Retratando a essência do ser,
Sob o efeito marcado pelo tempo,
Quando enxerga a folha ao vento,
Transportando uma mensagem,
Retirada do pensamento.
Sem ter nenhuma alegoria,
Enrolada numa simples embalagem,
Alguns chegam pra ajudar,
Galgam os degraus da sabedoria,
E traz esperança no seu gesto domingueiro,
Ao gigante coração do errante cavaleiro,
Numa cama a dormitar,
Até sarar por completo,
E voltar a cavalgar.
Mj, em 21/05/2021.
Agonia falou que nos tempos da mocidade,
Não havia tanta asneira,
O vate viajava do agreste ao sertão,
Observando o xexéu voar e cantar,
Atrepado no pé da bananeira!
Desespero retrucou a falação,
Que ele foi o cancioneiro da estrada,
Não havia combate que ele não combatesse,
Seguia avante sem nada reclamar,
No sorriso cativante de adolescente!
Aflição rebateu que quando abria os olhos,
Via-o desenhado na mente,
E se o sinal do tempo mostrar algum disfarce,
Saibas que um dia tudo será escancarado,
E na simplicidade do murmurar!
A menina curiosa entrou na roda,
Falando de maneira aguerrida e com euforia,
Que o sol brilhará contente,
Porque as boas energias vivificam o universo,
Trazendo a felicidade na rotina da vida!
Mj, em 16/06/2021.
Há um rio passando,
Ampliando o canal,
Há a chuva que cai,
Molhando o quintal!
Há um animal correndo,
Um pássaro voando assustado,
Há uma lágrima escorrendo,
Do rosto desanimado!
Há um coração triste,
A tombar de agonia,
Quando o sol enrubesce,
O dia escurece,
A terra adormece,
Na miragem que acontece,
Como resto de saudade,
Na tarde sombria!
Há um amigo solidário,
Com a mão estendida,
No abraço acolhido,
Do choro escondido,
No corpo cansado!
Levanta-te e segue adiante,
Pois, ainda há esperança!
Mj, em 14/05/2021.
Passa o carro e a boiada,
Com a passada coerente,
O sol dorme no poente,
Alegrando a toda gente.
Do nascente vem à lua,
Toda prosa e iluminada,
Espelhada e refletida
No canteiro da sentida rua.
Desejada dos amantes,
Reconhecida e achada,
Com seu brilho especial,
Logo além, atrás dos montes.
Vista do meu quintal,
Pode ser arredondada,
Fortalecida no rosto,
Ao vê-la eu sinto o gosto
De um bom entretenimento,
Pois cada dia é um alento,
Ornamento fundamental
No amadurecimento da vida.
Mj, em 13/05/2021.
Ninguém saiu à rua
Pra passear na noite fria,
Ver o aparecimento da lua,
Com uma boa companhia.
A lança encravada no peito,
Sendo a causa, a traição,
Levo-o a derrota de jeito,
Desiludido com a paixão.
Não havia quem dissesse,
Que ninguém com voz elegante,
Mostrando um porte espetacular,
Andava com o coração sofrido,
Por não saber o que é amar.
Ninguém se entregou ao trabalho,
Da costura, sim, senhor,
E como um bom operário,
Realizou-a com fervor.
Pensando o que lhe convém,
Ninguém aprendeu com a vida,
Que a vida só é vida vivida,
Em prol da vida de outro alguém.
Mj, em 13/05/2021.
Sorria ao ver o pássaro que voa
Na grandeza do mar,
A canção que ele entoa,
Encanta a natureza.
Suas asas extensas,
Começam a plainar,
Sob a miragem do sol,
Dando voltas no ar.
Cansado, aterrissa na terra,
Alimenta-se calmamente,
E sem ser importunado,
Dá um novo mergulho no ar.
Mj, em 12/05/2021.
Sentir-te perto,
Atento ao teu olhar
Com muita admiração!
Teu corpo ardente,
Jogado ao vento,
Um lance de paixão!
Fineza no trato,
É pura emoção,
Na beleza do abraço!
Naturalmente é o sol,
Retrato da satisfação,
A brilhar constantemente,
E em cada ato quente,
Há reação no palco!
Mj, em 12/05/2021.