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domingo, 4 de julho de 2021

AVENTURAS NO NORDESTE

Semana abençoada para todos!
O sangue embala nas veias,
Na emoção de uma trova,
Mas isso não prova nada,
Porque não existe artimanha,
Apenas o amor que floreia,
Como o botão da flor na cova!
E sem ser ave de rapina,
Com gosto voei da montanha,
E fiz alguns trocadilhos,
No mês das festas juninas,
Viajei até a cidade de Campina Grande,
Localizada no sertão nordestino,
Que desde menina aprendi a amar,
Participei do casamento dos meus filhos!
Aproveitei o tempo e fui passear prevenida,
Com máscara no rosto por causa da pandemia,
Deparei-me com o monumento de João Pessoa,
Não foi à toa que segui o som da sanfona,
Dei de cara com Luiz Gonzaga, o rei do baião,
Sentado naquela praça, com Jackson do Pandeiro,
Caramba, foi um salseiro danado,
Fizeram-me ler poesia de arrepiar!
Pude observar o movimento da avenida,
Embalada pelo vento forte,
Vi as águas cristalinas no açude de encantar!
No verde campo da terra,
Olhei para o horizonte,
Numa acolhida maravilhosa,
Nem precisei atravessar a ponte,
Porque avistei um ranchinho,
Ao lado uma igrejinha,
Um banquinho para descansar,
Ali fiquei até a hora de retornar!

Mj, em 04/07/2021. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

OUÇA-ME

O poeta e a poesia são eternos namorados, bom dia!
Ouça-me com cautela,
Que o assunto em tela,
Pode até ser engenhoso,
Mas é pura realidade.
Eu não quero ser dengoso,
Ao descrever o que vivi,
E com vasta atenção,
Eu ouvi o som do mar,
No barulho das ondas,
A ondular calmamente,
Batendo nos rochedos.
Sentindo a maresia,
Parei para meditar,
Conhecer a natureza,
Desvendar seus segredos,
Antes nunca revelados.
Chegando a conclusão,
Que o poeta e a poesia,
Andam sempre em harmonia,
Não sei se nasceram juntos,
Ou em dias separados,
Só sei que eles são casados,
Pois ao chegar a este mundo,
Os dois já existiam.
Basta ver com alegria,
Que a mente do poeta,
Além da fertilidade,
Finge até que está doente,
Mas quando planta a semente,
Nasce um cacho de flor,
Seu coração bate contente,
E sai distribuindo amor,
Serenidade e paz,
Com muita facilidade.
E nas palavras sucintas,
Através da pena bendita,
Os versos que ele escreve,
Do nascer ao por do sol,
Serve para toda gente,
Espalhada no universo.
Pronto, parei,
Agora é a sua vez de argumentar!

Mj, em 24/10/2018.