terça-feira, 10 de janeiro de 2017

ENCANTOS DA NATUREZA

Certo dia rente à estrada
Havia uma roseira ferida
Apagada e quase sem vida
Porque não tinha sido aguada
E quem por ali passava
Um espinho retirava
Mas uma bondosa alma
Pegou-a nas mãos com carinho
E perguntou a sorrir,
De certeza roseira amiga
Do jeito que estás acuada
Sofrida e toda lanhada
Como poderás brotar outro botão
Se o teu coração está a sangrar?
Alma que vive e voa
Respondeu sem lamentar,
É verdade, se hoje estou enfraquecida
Descuidada e sem guarida
Eu preciso perdoar
Pois ainda estou na vanguarda
E nada tenho a temer
Amanhã será diferente
Aqui poderá chover
E a água me molhar
A terra precisa ser enriquecida
Pra alegria da mãe natureza
Então é necessário aprender a amar
Pra depois o meu galho florescer.

Escritora Mj, em 10/01/2017

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