quinta-feira, 6 de outubro de 2016

OH, VOZ QUE NÃO SE CALA!


Oh, voz que não se cala, amarga-me profundamente o silêncio que se faz ouvir por entre o pequeno espaço porém longínquo, pois dói-me nas plaquetas da sabedoria ter-te todo dia e não ter-te dia nenhum nas cores do arco íris e nem tão pouco nos amores das flores, e nesta minha agonia crava-me no peito a dor da morte porque de mim foges escorregadio ficando por dentro um enorme vazio crescendo nas profundezas do infinito, faz-se necessário ouvir este grito derradeiro em poder sentir teu cheiro da sacada o qual não chega, oh, voz, por quê? Não há mais liberdade daqueles bons tempos, entretanto recordar é preciso e o mais belo é reviver cada momento, então ando pelo mundo sozinho e abandonado, carregando na mochila do descaso pensamentos duvidosos que me maltratam grandemente, mas a estrada tem começo, meio e o fim está longe de chegar, daí fico a chorar de tristeza nos soluços da madrugada que só eu posso ouvir, e nos lamentos do meu pranto enchendo de saudade este pobre coração sofrido, a fome alimenta-se do saber que pude entender-te no que é sentir, no entanto não posso revelar-te, meu amor!



(Escritora Mj...06/10/2016)

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